CPMI do INSS ouve contador de empresas envolvidas em fraudes nesta 5ª
Colegiado também deve analisar 479 requerimentos que solicitam convocações, informações e documentos de diferentes órgãos públicos
atualizado
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouvirá, nesta quinta-feira (27/11), a partir das 9h, o contador Mauro Palombo Concílio.
O requerimento para convocá-lo foi apresentado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Segundo o parlamentar, o contador é responsável pela contabilidade de várias empresas que teriam recebido dezenas de milhões de reais em repasses da Amar Brasil, entidade suspeita de envolvimento em fraudes contra aposentados e pensionistas.
Há na pauta do colegiado, ainda, 479 requerimentos que solicitam convocações, informações e documentos de diferentes órgãos públicos. Entre as instituições envolvidas, estão a Receita Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Casa Civil da Presidência da República e a Dataprev.
Um dos pedidos foi apresentado pelo senador Jorge Seif (PL-SC), que requer à Polícia Federal a lista de senadores e deputados federais citados na Operação Sem Desconto ou incluídos em inquéritos sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários.
Fraudes no INSS
O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
