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Brasil

CPMI do INSS: deputada pergunta se depoente tomou Rivotril

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve o alfaiate João Camargo, nesta terça-feira

18/11/2025 13:14, atualizado 18/11/2025 14:49
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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Coronel Fernanda, autora do pedido da abertura da CPMI do INSS

Uma cena chamou a atenção durante a oitiva desta terça-feira (18/11) da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao questionar o alfaiate João Camargo, depoente do dia, a deputada Coronel Fernanda (PL-MS) perguntou se ele havia tomado Rivotril para ficar “paradinho”.

“O senhor passou por algum treininho, tomou algum Rivotril, alguma coisa assim, para ficar nessa feição como se nada tivesse acontecido?”, perguntou a parlamentar ao depoente, que tem habeas corpus para se manter em silêncio.

O alfaiate foi convocado à CPMI após investigações apontarem ligação entre ele e uma empresa que recebia repasses milionários da Associação Amar Brasil Clube de Benefícios. Além disso, ele é considerado uma figura próxima a outros acusados de envolvimento no esquema fraudulento, conhecidos como “golden boys”.

Além de Camargo, a Comissão ouve Cecília Rodrigues Mota, apontada pela Polícia Federal (PF) como presidente de associações usadas para aplicar golpes em aposentados e pensionistas, também presta depoimento nesta terça.

Farra do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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