Covid: além das vacinas, Saúde avalia adotar coquetel de medicamentos

A AstraZeneca apontou que um coquetel experimental foi capaz de reduzir em 50% o risco de pacientes desenvolverem quadros graves

atualizado 11/10/2021 19:30

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga e o ministro de Relações Exteriores, Carlos FrançaArthur Menescal/Especial para o Metrópoles

O Metrópoles perguntou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta quinta-feira (11/10), se a pasta vai adotar algum “coquetel de medicamentos contra a Covid-19”, além das vacinas. E a resposta do médico foi que sim: “O Ministério da Saúde não só tem tem estimulado pesquisas em todas as áreas, como tem trabalhado com as perspectivas de incorporação de novas tecnologias”.

“O presidente da República, ele sempre falou na perspectiva de interromper a progressão da doença, né? Com tratamentos, sobretudo tratamentos iniciados na fase precoce da doença. As pesquisas têm evoluído, anticorpos monoclonais são uma opção”, disse Queiroga.

O ministro ainda ressaltou: “Nós sabemos que a vacinação tem o poder de acabar com a pandemia, mas não tem o poder de acabar com a doença. As pessoas vão adoecer, né? E aí a gente tem que tratá-las pra evitar que elas evoluam para formas graves”.

Também nesta segunda, a AstraZeneca informou que um coquetel experimental contra a Covid-19 foi capaz de reduzir em 50% o risco de pacientes sintomáticos não hospitalizados desenvolverem o quadro grave da doença ou evoluírem para  morte, segundo estudo clínico em estágio avançado.

medicamento, denominado AZD7442, é um coquetel injetável com uma combinação de anticorpos. Durante o estudo, os cientistas acompanharam 900 pacientes e observaram que o fármaco reduziu os riscos pela metade entre as pessoas que apresentaram sintomas da infecção por sete dias ou menos.

Os resultados ainda não foram publicados em revista científica. A farmacêutica informou que irá discutir os dados com as autoridades de saúde.

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