Covid-19: médicos já precisam escolher quais pacientes vão à UTI
Médicos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas assumiram que só podem receber um paciente caso alguém ganhe alta ou venha a óbito

Médicos da linha de frente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, confessaram que já precisam escolher qual paciente será encaminhado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), por conta do novo coronavírus. O depoimento foi feito pelo supervisor da unidade, Jaques Sztajnbok, à GloboNews, nesta terça-feira (21/04).
“Quando eu tenho zero vagas e olho [no sistema] que há seis solicitações para uma vaga, a situação já se delineia. Quando aparece uma vaga e essas mesmas solicitações continuam lá, essa escolha acaba sendo indiretamente efetivada. Mesmo sem a dramaticidade de estar com os dois pacientes na minha frente, com um único aparelho”, contou.

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Ver todasTodos os 30 leitos da UTI do hospital já estão ocupados. O local, que é referência na área de infectologia, só pode receber um paciente caso alguém ganhe alta ou venha a morrer.
O especialista não sabe dizer quando será o pico da doença, mas espera que o governo contribua no tratamento do grande número de infectados. “O que a gente sabe é que já estamos lotados. Então, se não estivermos no pico ainda, é bom que as autoridades corram, porque em algum lugar nós vamos ter que internar esses pacientes”, disse.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlém disso, um dos problemas relatados pelo médico é que o tempo de internação pode variar entre duas a quatro semanas.
São Paulo é o epicentro da pandemia no país. Até esta segunda-feira (21/04), foram confirmados 14.580 infectados e 1.037 óbitos no estado.



