Coronavírus: expatriados fizeram 174 exames durante quarentena

Segundo o Ministério da Saúde, cada umas das 58 pessoas isoladas passou por 3 testes de saúde antes da liberação

atualizado 23/02/2020 15:16

Repatriados, militares e membros do governo federal passaram por 174 exames antes de deixar a quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO). No total, 58 pessoas ficaram isoladas para evitar a entrada do coronavírus no Brasil na operação de volta de 34 brasileiros oriundos da região Wuhan, na China, epicentro da epidemia mundial da nova moléstia.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, repatriados, militares e membros do governo federal agora poderão levar as suas vidas normalmente.

“Elas estão completamente liberadas. O período de incubação já foi encerrado, que são os 14 dias”, afirmou o membro do Ministério da Saúde. Todos passaram por longa bateria de exames. “Nós fizemos três amostras de cada uma das 58 pessoas”, cravou.

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“Nenhuma delas apresentou qualquer sinal sugestivo da síndrome pelo coronavírus. Não tivemos nenhum caso suspeito”, enfatizou. Neste contexto, Oliveira ressaltou que os repatriados passaram por avaliação de saúde antes de embarcar na China de volta ao Brasil.

Durante a quarentena, os brasileiros receberam tratamento psicológico e tiveram acesso às famílias e amigos pelas redes sociais. “As pessoas estavam comunicáveis. Hoje com as redes sociais, com os vídeos via internet elas puderam manter contato com seus familiares. Isso amenizou bastante”, explicou.

Alerta continua

Apesar da boa notícia, o Brasil continua em alerta. O governo federal continua monitorando a epidemia mundial. A nova cepa do coronavírus provoca a doença Covid-19. A infecção é extremamente letal.

“O nível máximo (de alerta) permanece”, disse Oliveira. O Ministério da Saúde ampliou nesse sábado a lista de países com definição de casos para outros países da península coreana e leste da África.

Segundo o especialista, muitos brasileiros acabam viajando durante do Carnaval, inclusive para as regiões atingidas pela doença. E, por isso, governo e população precisam continuar em alerta. Para o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, a operação em Anápolis teve nota 10. “O Brasil está preparado. Nós demos uma demonstração firme”, concluiu.

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