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Brasil

Com Sabino, Lula deixa "bode na sala" de presente para União Brasil

Ministro chegou a pedir demissão após partido romper com governo, mas conversou com o presidente e permanecerá na Esplanada

12/10/2025 15:46, atualizado 12/10/2025 16:36
Ricardo Stuckert / PR
Lula e o ministro do Turismo, Celso Sabino

O União Brasil fechou a porta do partido para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas tem encontrado dificuldades para livrar-se do “bode” deixado pelo petista na sala da legenda. A sigla iniciou um processo de expulsão do ministro Celso Sabino (Turismo), pela sua recusa em deixar o governo. E tem enfrentado desgastes nesse processo.

O “bode na sala” é uma expressão para algo feito propositalmente para incomodar os demais envolvidos numa situação, e obrigá-los a agir. No União Brasil, a leitura é que Lula escolheu não demitir Sabino, ministro que perdeu o respaldo do partido para continuar no governo, visando deixar um elemento de discórdia na sigla.

O União Brasil ordenou que todos os filiados abandonem seus cargos no governo federal, pois planeja apoiar uma candidatura de direita contra Lula em 2026. Sabino chegou a avisar que deixaria o ministério, mas, após conversa com o petista, decidiu permanecer na Esplanada até ano que vem.

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, esteve em reunião para debater estratégias contra anistia
Celso Sabino terá que deixar o governo Lula após decisão do União
Presidente Lula e o ex-ministro do Turismo Celso Sabino
Lula e Sabino
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Lula e Sabino

Ricardo Stuckert / PR
O ministro do Turismo, Celso Sabino, esteve em reunião para debater estratégias contra anistia
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O ministro do Turismo, Celso Sabino, esteve em reunião para debater estratégias contra anistia

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Celso Sabino terá que deixar o governo Lula após decisão do União
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Celso Sabino terá que deixar o governo Lula após decisão do União

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Presidente Lula e o ex-ministro do Turismo Celso Sabino
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Presidente Lula e o ex-ministro do Turismo Celso Sabino

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

Dessa forma, iniciou-se um processo para expulsão do ministro. Ele perdeu o comando do diretório do União no Pará e foi afastado das atividades partidárias. Agora, enfrentará um processo que deve durar dois meses no Conselho de Ética da legenda.

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Estresse

Só a permanência dele nesses 60 dias já vem causando estresse no União, gerando teses de que a sigla pode acabar atestando sua permanência se o governo Lula se manter competitivo nas pesquisas. Há quem cite ameaças de desfiliação do governador Ronaldo Caiado (GO) de deixar o partido, caso Sabino não seja de fato expulso.

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O relator do processo e expulsão de Sabino no União Brasil, Fabio Schiochet (SC), negou tal possibilidade. “Dei o prazo de 60 dias por uma questão jurídica. Ele terá esse prazo, até para evitar questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas o caminho de Sabino é procurar outro partido”, explicou.

Caiado é pré-candidato à Presidência, e vem defendendo que o União Brasil abandone sua gênese de partido do Centrão e se torne uma sigla de oposição “puro-sangue”. Manter um ministro, nesse caso, poderia gerar questionamentos sobre sua posição como candidato da direita.

Sabino, por sua vez, tem avaliado se pretende de fato esperar os dois meses para ser expulso. Ele foi aconselhado por colegas de partido a deixar o União Brasil, para evitar um desgaste interno prolongado.

COP

No entanto, o ministro tem atrasado a saída de olho no saldo positivo que a COP30 pode lhe conferir. O ministério do Turismo, que Sabino comanda, está no núcleo dos trabalhos ligados à conferência climática. Além disso, será sediada em novembro no Pará, estado do ministro.

Com a abertura do processo de expulsão e o prazo de 60 dias, Sabino acabou ganhando um prazo a mais e vai esticar a permanência pelo menos até o final da COP em Belém.

Recentemente, em evento de entrega de obras na capital paraense, ao lado de Lula, o ministro rasgou elogios ao petista e chegou a dizer que não vai abandonar o presidente.