Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

CCJ do Senado adia votação da PEC da autonomia do Banco Central

Proposta estabelece que a autoridade monetária passe a ser uma entidade pública de natureza especial, com autonomia técnica e orçamentária

20/05/2026 12:28, atualizado 20/05/2026 13:24
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Banco Central em Brasíla: alvo da Carbono Oculto se reuniu com presidente da instituição dois dias atrás

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou, nesta quarta-feira (20/5), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia do Banco Central. O presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista para os senadores avaliarem o relatório de Plínio Valério (PSDB-AM).

Pela proposta, que tramita na CCJ desde 2024, o BC passa a ser uma “entidade pública de natureza especial”, com autonomia técnica, operacional, administrativa e orçamentária. A proposta é apoiada pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, e ganhou alcance em meio ao caso do Banco Master.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos na terça-feira, Galípolo disse que o BC sofre defasagem orçamentária, o que afeta a capacidade de fiscalização do sistema financeiro.

O economista citou que a autarquia foi alvo de um ataque reputacional pela atuação no processo de liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A proposta estabelece que o BC terá controle de seus próprios recursos e não estará vinculada a qualquer ministério, evitando interferências políticas no órgão.

Em 2021, o Congresso havia aprovado a autonomia operacional do BC, e seus diretores terão mandatos de quatro anos que não coincidem com o início dos mandatos presidenciais, que são responsáveis pelas indicações.

Galípolo disse à CAE que o BC não pode ser alvo de pressões externas ou “palanque político” e defendeu que a instituição não seja “asfixiada” por “não botar para jogo o seu mandato”.

“O Banco Central é uma instituição que não vai botar para jogo o seu mandato. O meu receio é que o fato de o Banco Central não negociar o seu mandato o faça ser asfixiado, porque não entra em jogo político. Ou, quiçá, um dia, possa ser presidido por alguém que tope”, afirmou.

CCJ do Senado adia votação da PEC da autonomia do Banco Central