CCJ do Senado adia votação da PEC da autonomia do Banco Central

Proposta estabelece que a autoridade monetária passe a ser uma entidade pública de natureza especial, com autonomia técnica e orçamentária

atualizado

metropoles.com

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Banco Central em Brasíla: alvo da Carbono Oculto se reuniu com presidente da instituição dois dias atrás
1 de 1 Banco Central em Brasíla: alvo da Carbono Oculto se reuniu com presidente da instituição dois dias atrás - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou, nesta quarta-feira (20/5), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia do Banco Central. O presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista para os senadores avaliarem o relatório de Plínio Valério (PSDB-AM).

Pela proposta, que tramita na CCJ desde 2024, o BC passa a ser uma “entidade pública de natureza especial”, com autonomia técnica, operacional, administrativa e orçamentária. A proposta é apoiada pelo presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, e ganhou alcance em meio ao caso do Banco Master.

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos na terça-feira, Galípolo disse que o BC sofre defasagem orçamentária, o que afeta a capacidade de fiscalização do sistema financeiro.

O economista citou que a autarquia foi alvo de um ataque reputacional pela atuação no processo de liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A proposta estabelece que o BC terá controle de seus próprios recursos e não estará vinculada a qualquer ministério, evitando interferências políticas no órgão.

Em 2021, o Congresso havia aprovado a autonomia operacional do BC, e seus diretores terão mandatos de quatro anos que não coincidem com o início dos mandatos presidenciais, que são responsáveis pelas indicações.

Galípolo disse à CAE que o BC não pode ser alvo de pressões externas ou “palanque político” e defendeu que a instituição não seja “asfixiada” por “não botar para jogo o seu mandato”.

“O Banco Central é uma instituição que não vai botar para jogo o seu mandato. O meu receio é que o fato de o Banco Central não negociar o seu mandato o faça ser asfixiado, porque não entra em jogo político. Ou, quiçá, um dia, possa ser presidido por alguém que tope”, afirmou.

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