Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Galípolo: “Receio que BC seja asfixiado, porque não entra em jogo político”

Gabriel Galípolo defende resistir a pressões em meio a questionamentos sobre o Master e a votação da PEC sobre a autonomia do BC

19/05/2026 13:31, atualizado 19/05/2026 13:52
Compartilhar notícia
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse, nesta terça-feira (19/5), que teme que a autarquia seja “asfixiada”, porque “não entra em jogo político”. A fala ocorreu durante audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Aos questionamentos dos senadores, em especial do presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre a atuação do BC no caso do Banco Master, Galípolo defendeu que o Banco Central deve “resistir a pressões” externas e vieses políticos.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“O Banco Central é uma instituição que não vai botar para jogo o seu mandato. O meu receio é que o fato de o Banco Central não negociar o seu mandato o faça ser asfixiado, porque não entra em jogo político. Ou, quiçá, um dia, possa ser presidido por alguém que tope”, afirmou.

A declaração se deu em razão de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da autonomia do BC.

O texto transforma a instituição em uma empresa pública de natureza especial, com independência administrativa, financeira e orçamentária, além da autonomia operacional garantida por lei desde 2021.

Galípolo é um firme defensor da proposta e chegou a defender a autonomia da autarquia na comissão.

Galípolo: “Receio que BC seja asfixiado, porque não entra em jogo político” - destaque galeria
7 imagens
Gabriel Galípolo, Presidente do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal
Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal
Senador Renan Calheiros
Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
1 de 7

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Gabriel Galípolo, Presidente do Banco Central
2 de 7

Gabriel Galípolo, Presidente do Banco Central

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal
3 de 7

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal
4 de 7

Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Senador Renan Calheiros
5 de 7

Senador Renan Calheiros

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
6 de 7

Gabriel Galípolo, participar da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e Senador Renan Calheiros, participam da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal
7 de 7

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo e Senador Renan Calheiros, participam da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no senado federal

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

Mais cedo, disse que o BC sofre defasagem orçamentária, o que afeta a capacidade de fiscalização do sistema financeiro. O economista citou que a autarquia foi alvo de um ataque reputacional pela atuação no processo de liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

“Vou ser talvez mais franco do que eu devia: o que vai começar a acontecer é que o Banco Central, ciente de que o cobertor é curto, a gente vai ter de escolher o que a gente cobre e (o que) a gente não cobre. A gente vai ter de começar a fazer uma gestão de risco, dizendo assim. Não há pessoal para tudo”, enfatizou.