Sem citar Campos Neto, Galípolo diz evitar que BC vire “palanque”
Presidente do BC defendeu atuação da autarquia e disse que não cabe a ele “perseguir ninguém” em meio a questionamentos sobre o Master
atualizado
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu, nesta terça-feira (19/5), o processo que levou a um termo de compromisso firmado entre a autarquia e seu antecessor, Roberto Campos Neto, que acarretou no pagamento de R$ 300 mil. Disse que trabalha para “não deixar o BC se transforar em qualquer tipo de palanque para política”. “Não cabe a mim perseguir ninguém”, disse.
Galípolo participou de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde foi questionado sobre a atuação do Banco Central na fiscalização do Banco Master, liquidado em novembro de 2025.
Em junho de 2025, Campos Neto e o Banco Central assinaram o acordo em questão para encerrar um processo administrativo sobre deficiências no controle de operações de câmbio junto ao Banco Santander. Na época, o ex-presidente do BC aceitou pagar R$ 300 mil e o banco, R$ 19 milhões.
O caso foi conduzido pelo Comitê de Decisão de Termo de Compromisso (Coter), uma seção interna do Banco Central que tem a responsabilidade de negociar e aprovar acordos em processos administrativos contra instituições financeiras. À CAE, Galípolo defendeu o processo e evitou tecer críticas a Campos Neto.
“Sou o segundo presidente do Banco Central autônomo, o mandato é que eu tenho que cuidar pela estabilidade financeira e monetária, mas tem um terceiro que eu tenho perseguido muito, que é não deixar o Banco Central se transforar em qualquer tipo de palanque para política. Não cabe a mim perseguir ninguem (…) não vou dizer ou fazer nada que a governança determine e digo: não há nada de errado com a governança do Coter. Houve um preenchimento inadequado. Só isto”, disse Galípolo.
A atuação da gestão de Roberto Campos Neto tem sido alvo contante de governistas, já que foi durante a gestão do indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que a autoridade monetária autorizou Daniel Vorcaro de comprar o então Máxima e transformá-lo no Banco Master.













