Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Caso Orelha: moradora admite que "pecou" ao divulgar fake news

Moradora afirmou que a informação do suposto vídeo do espancamento do cão Orelha é falsa

10/02/2026 08:47, atualizado 10/02/2026 09:51
NSC Total/Reprodução
Cão Orelha

Uma moradora assumiu à Polícia Civil que mentiu ao admitir, em publicação nas redes sociais, que possuía suposto vídeo do espancamento do cão Orelha. Na postagem, a mulher afirmou que um porteiro registrou o momento da agressão ao cachorro e, depois, o trabalhador teria sido coagido por parentes dos adolescentes.


Caso Orelha

  • Vítima de maus-tratos, o cão comunitário Orelha morreu na madrugada de 4 de janeiro, no bairro Praia Brava, em Florianópolis (SC).
  • De acordo com laudos da Polícia Científica, o animal sofreu pancada contundente na cabeça.
  • Ele foi resgatado por moradores no dia seguinte e morreu em uma clínica veterinária, em decorrência dos ferimentos.
  • A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, na última terça-feira (3/2), a investigação, pediu a internação de um dos jovens suspeitos e indiciou três adultos por coação a testemunha.
  • Quatro adolescentes foram representados no caso.
  • Por envolver menores de idade, o processo tramita em segredo de Justiça, segundo informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
  • 24 testemunhas foram ouvidas, e oito adolescentes, investigados.
  • Para identificar o responsável, os investigadores analisaram mais de mil horas de gravações de 14 equipamentos instalados na região.

“Partiu de mim o post que contou, só que eu não imaginei que fosse repercutir tanto. Aí, quando eu comecei a perceber que o post tinha viralizado e começaram a falar de represálias às crianças, eu não acho certo isso”, declarou a moradora em depoimento obtido pelo Fantástico.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Ao ser questionada sobre ter visto em algum momento o suposto vídeo feito pelo porteiro, a mulher afirmou que “pecou” ao acreditar na informação que havia sido publicada por uma outra pessoa em um grupo.

“Essa menina também colocou no grupo que ele teria filmado os garotos indo atrás dos cachorros. Em seguida, o pai de um dos menores foi até ele e ameaçou ele, que ele tirasse o post do grupo. Então, eu acho que essa parte aí eu pequei, porque eu não deveria ter acreditado nela”, afirmou em depoimento.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles