Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Caso Marielle: major Ronald monitorou redes da vereadora para o crime

Major Ronald passou as informações para o Edmilson ''Macalé'' sobre o paradeiro da vereadora para o atentado contra Marielle e Anderson

10/05/2024 08:55, atualizado 10/05/2024 11:34
Compartilhar notícia
Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro
Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.

O major Ronald Paulo de Alves Pereira, acusado de participar do atentado contra Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, disse à Procuradoria-Geral da República que foi encarregado de definir a data e o local do atentado contra Marielle Franco. Ronald viu que a vereadora participaria de um evento no Rio de Janeiro em 14 de março de 2018.

A Procuradoria-Geral da República informou que Ronald monitorou as redes sociais da vereadora para cometer o crime. Ela participaria de um evento na Casa das Pretas, na Rua dos inválidos, no Rio de Janeiro. As informações são do G1.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O major chegou a telefonar para o ‘‘Macalé”, Edmilson, no dia do atentado, informando o paradeiro da vereadora. Em seguida, ligou para Ronnie Lessa, com o mesmo intuito. Os três estariam envolvidos no crime.

Segundo relatório da Polícia Federal (PF), ”em relação a Rivaldo Barbosa, Ronnie Lessa declarou que aceitou a empreitada homicida, pois os irmãos Brazão expressamente afirmaram que o então chefe da Divisão de Homicídios da PCERJ teria contribuído para preparação do crime”.

Isso confirmaria ainda a ”colaboração ativamente na construção do plano de execução assegurando que não haveria atuação” por parte da Polícia Civil.

A defesa do Major Ronald informou que ”foi surpreendida pela informação da inserção de seu cliente, como acusado, no processo que apura a morte da vereadora Marielle e de Anderson” e que ”causa elevada estranheza a conduta da Procuradoria-Geral da República ao oferecer denúncia e requerer prisão.