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Brasil

Caso Daiane: imagens e contradição foram cruciais para localizar corpo

Após ser confrontado com as provas, síndico acusado do crime adotou “postura colaborativa” e indicou onde estava o corpo da vítima

28/01/2026 13:24, atualizado 28/01/2026 13:44
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Reprodução/ Redes Sociais
Imagem colorida de Daiane Alves Souza, corretora assassinada em Caldas Novas

Goiânia – O delegado João Paulo Ferreira Mendes, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, detalhou, em entrevista coletiva, os pontos que levaram a Polícia Civil ao local onde o corpo da corretora Daiane Alves foi encontrado, após 43 dias de desaparecimento em Caldas Novas (GO).

Segundo ele, a sequência de provas técnicas desmontou a versão apresentada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso na manhã desta quarta-feira (28/1), e levou os investigadores à área de mata onde estava o corpo da vítima.

De acordo com o delegado, um dos primeiros elementos que chamaram a atenção da investigação foi um comportamento conhecido dentro do condomínio.

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Daiane Alves Souza
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Daiane Alves, no elevador
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Daiane Alves, no elevador

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Daiane Alves Souza
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Daiane Alves Souza

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“Alguns pontos chamaram a nossa atenção, como o fato de o síndico desligar o registro de energia. Testemunhas relataram que essa já era uma prática adotada por ele em outros conflitos dentro do condomínio. Era um modus operandi”, contou.

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João Paulo explicou que imagens de câmeras de segurança foram decisivas para confrontar a versão apresentada pelo suspeito. “Temos imagens que mostram, nesse primeiro momento crítico de cerca de oito minutos, o veículo do Cléber saindo em direção a uma região de mata, com a capota fechada. Cerca de 40 minutos depois, ele retorna com a capota aberta.”

Segundo o delegado, ao ser ouvido pela polícia, Cléber negou ter ido àquela região da cidade.

A mudança no rumo da investigação ocorreu após o cumprimento do mandado de busca e prisão na residência do acusado. “Após o cumprimento do mandado e diante das provas apresentadas, já em postura colaborativa, ele se dispôs a indicar onde estava o corpo”, revelou o investigador.

De acordo com o delegado, o investigado demonstrou conhecer bem a área: “Ele levou a vítima até essa região de mata, a cerca de 10 km da cidade, e apontou exatamente onde o corpo estava”.