Caso Daiane: saiba como foi a dinâmica da morte de corretora em Goiás

Síndico do prédio confessou o crime e disse que matou Daiane Alves Sousa após atrito no subsolo do prédio

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DAIANE ALVES SOUZA 4
1 de 1 DAIANE ALVES SOUZA 4 - Foto: Reprodução/Redes

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) suspeita que a corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, de 43 anos, encontrada morta após mais de um mês desaparecida, tenha sido assassinada no subsolo do prédio onde a família dela tinha um imóvel, em Caldas Novas. O síndico do condomínio confessou o crime e foi preso nesta quarta-feira (27/1).

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Daiane Alves, no elevador
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Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28), investigadores da PCGO detalharam a suspeita da dinâmica do crime, conforme depoimento de Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio e réu confesso, imagens de câmaras de segurança e relatos de testemunhas.

Como foi crime

Daiane desapareceu em 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar o que causou a queda de energia no apartamento.

Ela foi vista entrando no elevador, depois passou pela portaria e falou com o recepcionista sobre a falta de energia. A situação foi registrada por câmeras de segurança.

Em seguida, ela volta ao elevador e desce para o subsolo. A partir desse momento, imagens não registram mais a presença de Daiane.

De acordo com a polícia, após descer ao subsolo pela segunda vez, a corretora teria se encontrado com o síndico, Cléber Rosa de Oliveira, onde eles teriam tido uma discussão.

O atrito, de acordo com o Cléber, teria sido o fator motivador para tirar a vida de Daiane, com quem ele já tinha desentendimentos.

Embora não tenha detalhado a forma como Daiane foi morta, a PCGO revelou que é provável que Cléber tenha cometido no crime ainda no subsolo do prédio. Toda a ação, teria durado cerca de oito minutos.

Após o crime, a suspeita é que Cléber tenha colocado o corpo de Daiane na caçamba de sua caminhonete e deixado o prédio logo em seguida. Imagens de câmera de segurança mostram o síndico deixando o prédio com o carro e retornando ao local cerca de 4o minutos depois.

Cléber levou o corpo até uma região de mata, onde tinha uma vala com escoamento de água. Após ser preso, o síndico levou a polícia até  local, onde ela foi encontrada já em avançado estado de decomposição.

Ainda segundo a Polícia Civil de Goiás, o corpo de Daiane está passando por uma perícia para revelar a causa da morte.

Procurado pelo Metrópoles, os advogados de defesa de Cléber afirmaram que estão acompanhando o caso de perto e solicitaram acesso aos inquéritos e à investigação do caso. Declararam ainda que pretendem verificar se todos os direitos do síndico foram cumpridos e se não houve algum tipo de coação para sua confissão.

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