Casas Bahia: executivos renunciam após pedido de recuperação judicial
Executivos deixaram cargos em meio ao pedido no foro de falências e recuperações judiciais. Empresa acumula dívidas de R$ 17,3 bilhões

Com pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo, o grupo Casas Bahia também comunicou mudanças na alta administração da empresa. O executivo Fábio Spina renunciou ao cargo de vice-presidente Jurídico e Tributário depois de dois anos.
Segundo a companhia, ele continuará prestando consultoria durante o processo de reestruturação.

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Ver todasPara a função, foi nomeada Sírley Lima, executiva com mais de 20 anos de experiência e passagens por empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.
A Casas Bahia também informou a saída dos conselheiros Jackson Schneider e Rogério Calderón. Cláudia Quintella Woods assumirá uma vaga no Comitê de Auditoria Estatutário. André Luiz Helmeister integrará o Comitê de Finanças.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesApesar de deixar o Conselho de Administração, Jackson Schneider seguirá à frente dos comitês responsáveis por auditoria, riscos, compliance e investigações internas da companhia.
Entenda
- Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial em São Paulo.
- Grupo tenta renegociar dívidas e preservar operações.
- Empresa cita fechamento de lojas, prejuízo bilionário e juros elevados.
- Casa Bahia enfrenta restrições de crédito e dificuldades de liquidez.
- Em meio à crise, alta administração renuncia.
Pedido de recuperação
O grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, na noite do último domingo (16/8). Segundo a companhia, foi registrado o prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre, 18 vezes maior ante mesmo período do ano passado.
A empresa confirmou o fechamento de lojas e cita, entre os fatores que agravaram a crise, as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.
No total, o grupo tenta renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.
Com a recuperação judicial, empresas em dificuldades financeiras podem renegociAR suas dívidas sob supervisão da Justiça, buscando evitar a falência e garantir a continuidade das atividades.
Segundo o grupo, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.
“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, informou a empresa.
O documento também inclui o pedido de recuperação judicial das outras empresas do grupo:
- ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
- ASAP Log Ltda.
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
- Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
- Globex Administração e Serviços Ltda.
- Cnova Comércio Eletrônico S.A.
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
- Casas Bahia Tecnologia Ltda.
- Indústria de Móveis Bartira Ltda.











