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Brasil

Casas Bahia: executivos renunciam após pedido de recuperação judicial

Executivos deixaram cargos em meio ao pedido no foro de falências e recuperações judiciais. Empresa acumula dívidas de R$ 17,3 bilhões

17/08/2026 09:05, atualizado 17/08/2026 09:26
Divulgação
Casas Bahia: executivos renunciam após pedido de recuperação judicial

Com pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo, o grupo Casas Bahia também comunicou mudanças na alta administração da empresa. O executivo Fábio Spina renunciou ao cargo de vice-presidente Jurídico e Tributário depois de dois anos.

Segundo a companhia, ele continuará prestando consultoria durante o processo de reestruturação.

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Para a função, foi nomeada Sírley Lima, executiva com mais de 20 anos de experiência e passagens por empresas como Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.

A Casas Bahia também informou a saída dos conselheiros Jackson Schneider e Rogério Calderón. Cláudia Quintella Woods assumirá uma vaga no Comitê de Auditoria Estatutário. André Luiz Helmeister integrará o Comitê de Finanças.

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Apesar de deixar o Conselho de Administração, Jackson Schneider seguirá à frente dos comitês responsáveis por auditoria, riscos, compliance e investigações internas da companhia.

Entenda

  • Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial em São Paulo.
  • Grupo tenta renegociar dívidas e preservar operações.
  • Empresa cita fechamento de lojas, prejuízo bilionário e juros elevados.
  • Casa Bahia enfrenta restrições de crédito e dificuldades de liquidez.
  • Em meio à crise, alta administração renuncia.
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Loja das Casas Bahia
Empresa fechou lojas pelo país
Recuperação judicial permite que empresas possam renegociar dívidas e dar continuidade às atividades
Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo
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Recuperação judicial permite que empresas possam renegociar dívidas e dar continuidade às atividades
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Recuperação judicial permite que empresas possam renegociar dívidas e dar continuidade às atividades

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Pedido de recuperação

O grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, na noite do último domingo (16/8). Segundo a companhia, foi registrado o prejuízo de R$ 10 bilhões no 2º trimestre, 18 vezes maior ante mesmo período do ano passado.

A empresa confirmou o fechamento de lojas e cita, entre os fatores que agravaram a crise, as taxas de juros elevadas, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.

No total, o grupo tenta renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

Com a recuperação judicial, empresas em dificuldades financeiras podem renegociAR suas dívidas sob supervisão da Justiça, buscando evitar a falência e garantir a continuidade das atividades.

Segundo o grupo, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.

“Nesse cenário de liquidez restrita, o ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da companhia, buscando preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações”, informou a empresa.

O documento também inclui o pedido de recuperação judicial das outras empresas do grupo:

  • ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
  • ASAP Log Ltda.
  • CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.
  • Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
  • Globex Administração e Serviços Ltda.
  • Cnova Comércio Eletrônico S.A.
  • Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
  • Casas Bahia Tecnologia Ltda.
  • Indústria de Móveis Bartira Ltda.