Ações das Casas Bahia desabam com prejuízo bilionário no 1º trimestre
Por volta das 12h05 (pelo horário de Brasília), as ações das Casas Bahia tombavam 6,86%, cotadas a R$ 1,90. Mais cedo, queda foi ainda maior
atualizado
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As ações das Casas Bahia negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) recuavam fortemente no pregão desta quinta-feira (14/5), um dia depois de a companhia divulgar seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre deste ano.
Na véspera, o Grupo Casas Bahia reportou um prejuízo líquido de R$ 1,064 bilhão nos três primeiros meses de 2026. O resultado negativo aumentou 160% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi de R$ 408 milhões.
Ações em queda
- Por volta das 12h05 (pelo horário de Brasília), as ações das Casas Bahia tombavam 6,86%, cotadas a R$ 1,90.
- Mais cedo, às 11h35, os papéis da varejista registravam perdas ainda maiores, de 7,84%, a R$ 1,88.
- Às 12h20, o Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, avançava 1,08%, aos 179 mil pontos.
Outros dados
De acordo com as Casas Bahia, a receita líquida atingida no primeiro trimestre ficou em R$ 8,83 bilhões, com uma alta anual de 6,4%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 597 milhões entre janeiro e março deste ano. O resultado correspondeu a um crescimento de 4,7% na comparação anual.
O que diz a empresa
Ao comentar os resultados financeiros trimestrais, o presidente-executivo das Casas Bahia, Renato Franklin, disse que a estratégia do grupo para 2026 “é ser mais conservador na concessão de crédito, na tomada de risco e nas compras com fornecedores”.
Segundo o CEO das Casas Bahia, a companhia tomou algumas medidas que diminuíram as pressões de curto prazo, o que permite à companhia não vender ativos a qualquer preço e não ter de dar crédito indiscriminadamente. “A demanda de crédito está alta, mas com mais risco”, observou.
“Nós estamos crescendo muito em TVs, mas porque o meu ‘share’ no e-commerce era baixo, porque eu não tinha uma penetração de crédito tão grande do e-commerce no ano passado quanto eu tenho hoje, e não estava presente em alguns canais. Mas o mercado ainda não está crescendo”, afirmou o executivo.
“O macro está mais desafiador do que o pessoal imagina. Preferimos ser conservadores, abrir mão de oportunidades de crescimento e focar naquilo que conseguimos fazer sem apostas”, concluiu Franklin.
