Prejuízo das Casas Bahia triplica em um ano e atinge R$ 1,5 bilhão
Quantia, porém, foi afetada por provisão de R$ 1,4 bilhão. Receita subiu R$ 8,4 bilhões e volume de mercadorias avançou R$ 13 bilhões
atualizado
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A rede de lojas Casas Bahia registrou um prejuízo de R$ 1,529 bilhão no quarto trimestre de 2025. A quantia é cerca de três vezes superior às perdas observada no mesmo período de 2024, que ficaram em R$ 452 milhões. Mas o fim do ano passado também foi marcado pela queda do endividamento e expansão de receitas e margens. Os dados constam do balanço divulgado pela companhia nesta quinta-feira (12/3).
De acordo com a empresa, o prejuízo reflete, notadamente, uma provisão de Imposto de Renda diferido no valor de R$ 1,45 bilhão. Sem isso, as perdas nos três últimos meses do ano passado teriam sido de R$ 79 milhões – menor, portanto, que o déficit de R$ 452 milhões do quarto trimestre de 2024.
Elcio Ito, diretor financeiro da varejista, afirmou que a provisão ocorreu depois que a companhia realizou testes de estresse, dado o contexto geopolítico e os potenciais riscos para a inflação e as taxas de juros, entre outras variáveis macroeconômicas.
Receitas líquidas
O grupo, que é dono das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, acumulou receitas líquidas de R$ 8,47 bilhões no quarto trimestre de 2025, um crescimento de 6,5% na comparação anual. O volume bruto de mercadorias aumentou 8,7%, a R$ 13,1 bilhões
A despesa financeira da varejista caiu R$ 921 milhões em relação a 2024. O quarto trimestre do ano passado foi marcado pelo término da reestruturação do perfil de endividamento. Com isso, a dívida líquida ajustada baixou para R$ 1,13 bilhão, de R$ 4,48 bilhões no trimestre anterior.
Alavancagem e vendas
A alavancagem medida pela dívida líquida em relação ao Ebitda (o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado passou para 0,4 vez, de 1,9 vez no terceiro trimestre de 2025.
As vendas GMV (índice que mede o volume bruto transacionado, sem subtrair descontos, devoluções, custos ou fretes) avançaram 8,7%, para R$ 13,1 bilhões. O GMV de lojas físicas ficou estável e as vendas mesmas lojas cresceram 2,6%. O GMV de e-commerce subiu 21,7%.
