Casas Bahia: ações afundam na Bolsa com proposta de aumento de capital
Tombo das ações ocorre após Casas Bahia convocar assembleias de acionistas e debenturistas para decidir sobre possível aumento de capital
atualizado
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As ações da Casas Bahia negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam forte queda no pregão desta quarta-feira (26/11), entre as maiores perdas da sessão até o momento.
O tombo dos papéis da varejista acontece depois de a Casas Bahia convocar assembleias de acionistas e debenturistas para decidir sobre um possível aumento do capital e reperfilamento de dívidas.
A estratégia da empresa seria converter debêntures em ações. Debêntures são títulos de dívida emitidos pelas empresas para a captação de recursos – debenturistas são os detentores desses títulos.
Por volta das 12h10 (pelo horário de Brasília), as ações da Casas Bahia desabavam 17,49% e eram negociadas a R$ 3,35.
No dia anterior, os papéis da Casas Bahia fecharam em alta de 6,84%, na terceira sessão consecutiva de forte valorização.
Assembleias da Casas Bahia
A assembleia de debenturistas marcada para o dia 17 de dezembro deve tratar dos papéis da 10ª emissão de debêntures. No mesmo dia, a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da companhia decidirá sobre um aumento do capital de até R$ 13,25 bilhões.
Em agosto deste ano, a gestora Mapa Capital se tornou a maior acionista da Casas Bahia depois de uma conversão em ações de R$ 1,4 bilhão de debêntures. O movimento aconteceu após um acordo envolvendo Mapa, Bradesco e Banco do Brasil – os bancos detinham as debêntures.
Segundo a varejista, a proposta de aumento de capital poderia dar maior flexibilidade para a Casas Bahia. Se a varejista decidir converter um volume grande de dívida em ações, deverá estender as mesmas condições aos demais acionistas.
