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Andreza Matais

Gilmar Mendes manda Globo incluir Renan Santos no debate.

Gilmar Mendes atendeu a pedido do Solidariedade para permitir a Renan Santos (Missão) participar do debate

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou na noite desta quinta-feira (1º/10) que a TV Globo permita a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate presidencial desta noite.

A decisão atende a um pedido do partido Solidariedade.

Com uma eventual decisão de Gilmar, o debate deverá contar com as presenças de Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além do próprio Renan Santos, se o cenário se concretizar. Desses, Renan é o único que vem fazendo críticas públicas e contundentes ao candidato do PL — os outros candidatos devem poupar Flávio de ataques mais pesados.

O Missão, partido de Renan, apresentou uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) pedindo ao STF a participação dele no debate. No começo da tarde desta quinta-feira, a relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia, decidiu não apreciar o pedido da sigla.

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Segundo Cármen Lúcia, a ADPF não preenchia os requisitos mínimos para ser analisada pelo Supremo. Ela não decidiu sobre o mérito do pedido.

A ata da própria Globo previa a possibilidade de a Globo convidar, a seu critério, o próximo colocado na pesquisa de intenção de votos Quaest, que seria Renan Santos. No entanto, a emissora decidiu não fazê-lo depois que o ministro Kassio Nunes Marques, do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu a favor da inclusão de Romeu Zema (Novo) no debate.

A ADPF pedindo a participação de Renan é assinada pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), que também é advogado.

Na peça, Kataguiri argumenta que a Globo convidou Renan para participar de todos os “debates, sabatinas e da cobertura de seus canais da TV aberta e paga”.

“Como houve a participação de Renan Santos em todos os atos promovidos pela TV Globo até este momento e o convite foi um só, para debates, sabatinas e para a cobertura das agendas dos candidatos, existe uma legítima expectativa de participação no debate presidencial”, argumenta ele.

“No mais, o contexto em que se deu a exclusão – sem justificativa, às vésperas da eleição, com convite a outro candidato com pontuação muito menor (Zema) – leva-nos a concluir que a ausência de Renan Santos no debate tem intuito de manipulação do pleito, desidratando a sua candidatura”, diz a peça.