Carlos Bolsonaro critica prisão domiciliar e diz que pai é “torturado”
Ex-vereador Carlos Bolsonaro reage à decisão de Moraes e afirma que prisão domiciliar a Jair Bolsonaro “não é liberdade”
atualizado
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O ex-vereador Carlos Bolsonaro criticou a decisão que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (24/3), afirmando que a medida “não é liberdade”. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais.
Na gravação, Carlos diz que o pai é alvo de perseguição e nega que ele tenha cometido crimes.
“Prisão domiciliar não é liberdade. O presidente Bolsonaro não cometeu crime nenhum, não desviou milhões de cofres públicos e muito menos deu golpe como tenta acusá-lo. A prisão domiciliar não encerra o debate, mas inicia. Bolsonaro não deveria nem sequer estar preso”, afirmou.
O filho 02 do ex-presidente também criticou as restrições impostas pela Justiça, como a proibição de comunicação. Segundo ele, Bolsonaro estaria sendo “silenciado” e impedido de se manifestar.
“O maior líder popular da história do Brasil é torturado, silenciado e impedido de se comunicar todos os dias”, declarou.
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Domiciliar
- A decisão que colocou Bolsonaro em prisão domiciliar foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça.
- A medida tem prazo inicial de 90 dias e foi concedida por razões de saúde.
- Entre as condições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, com monitoramento restrito à residência, envio diário de relatórios à Justiça e proibição de uso de celular, redes sociais ou qualquer meio de comunicação externa.
- Bolsonaro também terá visitas limitadas: filhos e advogados poderão entrar em horários específicos, enquanto outras visitas estão suspensas temporariamente.
- Há ainda fiscalização presencial e restrições a manifestações em um raio de até 1 km da residência.
Carlos Bolsonaro afirmou que, apesar de defender que o pai fique em casa, não considera a decisão uma vitória. “Não devemos normalizar o fim da sua liberdade e comemorar migalhas”, disse.
A prisão domiciliar foi autorizada após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, que apontou a necessidade de cuidados médicos contínuos em ambiente familiar.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. Caso descumpra as medidas impostas, poderá retornar ao regime fechado.
