
Manoela AlcântaraColunas

Moraes veta visitas a Bolsonaro na domiciliar por risco de sepse
Ministro autorizou domiciliar com tornozeleira e limitou contatos por risco de infecção. Domiciliar valerá pelo prazo de 90 dias
atualizado
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não receba visitas durante o período em que estiver em prisão domiciliar, com exceção dos filhos e da enteada, sob regras, além de advogados e médicos, para evitar o risco de sepse.
Moraes autorizou que o ex-presidente vá para casa, sob uso de tornozeleira eletrônica, pelo prazo de 90 dias, que passará a ser contado a partir da alta médica. A autorização é para o tratamento da broncopneumonia que levou Bolsonaro ao hospital.
“A suspensão de todas as demais visitas pelo prazo de 90 (noventa) dias, correspondente ao período de recuperação do custodiado, para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e controle de infecções, conforme anteriormente salientado”, escreveu Moraes.
Além disso, o relator da ação penal que trata da execução da pena do ex-presidente determinou que qualquer outra visita a outro morador da casa “está, igualmente, vedada, salvo autorização judicial específica”. Com isso, visitas de aliados estão proibidas.
A decisão, proferida na tarde desta terça-feira (24/3), autoriza que os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, além da enteada, visitem o ex-presidente, mas cumprindo as mesmas exigências da Papuda, onde Bolsonaro cumpria pena.
Ou seja, haverá autorização para visita apenas às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 10h; das 11h às 13h; e das 14h às 16h.
