Capitão Augusto oficializa candidatura à presidência da Câmara

O parlamentar quer endurecer a legislação penal e aposta na vingança para obter bom resultado na eleição interna

atualizado 22/01/2021 15:03

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) oficializou, nesta sexta-feira (22/1), a candidatura à presidência da Câmara dos Deputados, com o objetivo de endurecer a legislação penal. Correndo por fora, o parlamentar aposta na vingança para ter um bom resultado na eleição da Casa, que ocorre presencialmente no próximo dia 1° de fevereiro, com voto secreto.

Ciente da dificuldade de enfrentar os dois principais concorrentes à presidência da Casa — Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) —, o deputado disse: “O voto é secreto, assim os deputados podem votar com a consciência e descontar as mágoas que possam ter de um ou outro”.

O deputado, que é o presidente da Frente Parlamentar da Segurança, afirmou que a prioridade será o combate à criminalidade e à corrupção. Ele pretende pautar a prisão após segunda instância — que está parada na Casa —, assim como acabar com o juiz de garantias.

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Capitão Augusto lançou candidatura avulsa, visto que o partido, o PL, é favorável à candidatura de Lira, que conta com o apoio de PP, PSL, PL, PSD, Republicanos, Pros, Patriota, PSC, PTB e Avante — 249 parlamentares. O Podemos, com 10, deve seguir com ele, totalizando 259 deputados.

Já Rossi contabiliza o apoio do PT, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Solidariedade Cidadania, PV, PCdoB e Rede, com 242 parlamentares.

Além deles, os deputados Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG), Fábio Ramalho (MDB-MG), Luiza Erundina (PSol-SP) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) são candidatos.

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