Brasil ainda espera resposta dos EUA sobre extradição de Ramagem
Ministro Wellington Lima afirmou que detenção de Ramagem em abril se deu em decorrência de legislação migratória do EUA
atualizado
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou nesta quarta-feira (27/5) que ainda espera resposta do governo Trump sobre o pedido de extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem.
Ramagem foi detido pelo ICE, o serviço imigratório norte-americano, em abril e a prisão chegou a ser relacionada ao pedido de extradição formalizado contra o ex-parlamentar. Segundo Lima, a prisão do brasileiro de implicações migratórias por causa da legislação norte-americana .
“Foi formalizado pelo Estado brasileiro um pedido de extradição às autoridades dos Estados Unidos, que ainda aguarda a resposta. A detenção pela que ocorreu em abril pelas não decorreu de pedido brasileiro de extradição, decorreu de implicações correlatas à legislação imigratória americana“, informou o ministro.
Ramagem é considerado foragido do Brasil desde novembro do ano passado. Ele foi condenado a 16 anos de prisão pelo envolvimento na trama golpista. O pedido de extradição de Ramagem foi formalizado em dezembro pelo Ministério da Justiça à Embaixada do Brasil em Washington, que enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA.
O ex-deputado foi preso em 13 de abril, em Orlando, nos Estados Unidos, por estar com o visto vencido. A prisão, de acordo com a Polícia Federal, teria ocorrido em decorrência de cooperação internacional bilateral. Dias depois Ramagem foi solto por ter um pedido de asilo político pendente de análise.
Dias após a soltura, o governo norte-americano afirmou que determinou a retirada do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, sob alegações de tentativa de manipulação em processo de extradição. “Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação”, informou os EUA.
Aos deputados da Creden, Wellington Lima afirmou, por outro lado, que o retorno do agente se deu “por ordem da própria direção geral para apurar internamente os fatos“. O ministro alegou ainda que a PF não teria sido comunicada por nenhum meio oficial sobre qualquer processo administrativo contra o agente da corporação que estava no país.
Lima declarou ainda que a atuação do agente na prisão de Ramagem se limitou à “troca de informações disponíveis em fontes abertas” e de documentos que não eram protegidos por sigilo, incluindo o mandado de prisão expedido pelo STF.
“Todos os atos operacionais, tais quais a abordagem, a detenção, a custódia e o encaminhamento para a deportação, teriam sido integralmente executados por autoridades norte-americanas. Nas palavras exatas do ofício: ‘não houve qualquer participação do oficialato da Polícia Federal em atividades operacionais ou decisórias'”, disse o ministro ao mencionar ofício produzido pela Polícia Federal enviado ao MJSP que esclarece a atuação do delegado no caso Ramagem.
Após a retirada do agente da PF dos Estados Unidos, o Brasil aplicou o princípio da reciprocidade — mecanismo de equilíbrio previsto na diplomacia no qual ações de um país são respondidas de forma semelhante por outro, visando manter tratamento equivalente entre as nações — e determinou a interrupção imediata das atividades de um agente norte-americano em função similar em território brasileiro.





