Bolsonaro vai assinar MP que facilita a venda de bens de traficantes

O projeto foi antecipado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. O objetivo é realizar a venda antes do julgamento dos acusados

Antonio Cruz/Agência BrasilAntonio Cruz/Agência Brasil

atualizado 17/06/2019 10:10

Está prevista para esta segunda-feira (17/06/2019) a assinatura da Medida Provisória que facilita a venda e confisco de bens de traficantes de drogas, ainda em processo de julgamento pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), no Palácio do Planalto.

A iniciativa foi anunciada no mês passado pelo Ministro da Justiça, Sergio Moro. No dia 14 de maio, em evento com autoridades francesas no ministério, Moro adiantou que o projeto seria apresentado pelo Executivo e ressaltou que o objetivo é realizar a venda antes mesmo do julgamento dos acusados. “[A ideia] é facilitar a utilização desses recursos mesmo antes do fim do trânsito em julgado”, afirmou, durante evento.

“O que queremos é fazer com que o crime não compense. Para isso, é necessário privar os criminosos do produto e do financiamento das atividades criminosas”, continuou Moro, durante discurso. Após a assinatura, a medida seguirá para o Ministério da Justiça e para o Congresso Nacional, para votação final.

Agenda do presidente
O chefe do Executivo começou o dia com um café da manhã, no Palácio da Alvorada, com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e com o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) para discutir os desdobramentos da reforma da Previdência no Congresso Nacional.

Em uma tentativa de estreitamento com a bancada religiosa, o primeiro compromisso no Planalto foi com o missionário Soares, Fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Após a reunião, Bolsonaro se encontra com a ministra da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves. 

Ao meio-dia, o chefe do Executivo se reúne com o presidente do Instituto de Turismo, Gilson Machado, e com o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho. No fim da tarde, Bolsonaro volta a se encontrar com Gilson, na companhia do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Além de Marcelo, os ministros da Economia, Paulo Guedes, e o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Floriano Peixoto, têm compromisso com o presidente.

 

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