Major Olímpio sobre denúncia contra Moro: “Perderam a vergonha”

O líder do PSL no Senado reagiu por meio das redes sociais contra grupo de advogados que pediu a prisão de Moro e procuradores da Lava Jato

Gabriela Korossy/Câmara dos DeputadosGabriela Korossy/Câmara dos Deputados

atualizado 16/06/2019 18:47

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (PSL-SP) reagiu neste domingo (16/06/2019) ao pedido de investigação contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e contra o procuradores da Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol, apresentado pelo Coletivo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) no Supremo Tribunal Federal (STF). O mesmo pedido foi entregue à procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, neste domingo.

Para o líder do PSL, estes advogados deveriam perder a carteira profissional por pedirem a prisão preventiva de Moro e de procuradores da Lava Jato. “Perderam de vez o senso do ridículo e a vergonha na cara. Lixos”, postou o senador.

 

Moro, que era juiz e coordenador da Lava Jato, e Dallagnol tiveram diálogos publicados pelo site The Intercept Brasil. As mensagens apontam que o ex-juiz, responsável pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no processo envolvendo um apartamento no Guarujá, no litoral de São Paulo, orientava a acusação em processos que ele mesmo julgaria posteriormente no âmbito da força-tarefa.

A notícia-crime apresentada pelo coletivo pede a prisão preventiva de Moro, de Dallagnol e dos procuradores Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima e Maurício Gotardo Gerum.

“O Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) acaba de protocolar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma notícia-crime contra o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores federais Deltan Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima (aposentado) e Maurício Gotardo Gerum (junto ao TRF da 4ª Região)”, diz o perfil oficial do grupo no Facebook.

De acordo com os juristas, o magistrado e os procuradores tiveram crimes comprovados com a publicação dos diálogos. “O ex-juiz e os procuradores da autodenominada Força-Tarefa Lava-Jato de Curitiba/PR se valeram dos cargos públicos para fabricar denúncias criminais e processos judiciais com o fim de obtenção de vantagens pessoais, o que tem vindo a público através de conteúdos obtidos em arquivos digitais, divulgados pelo site The Intercept, revelando conversas entabuladas entre o juiz SÉRGIO FERNANDO MORO e os procuradores federais, demonstrando fortes indícios de atuação ilegal, imoral e criminosa por parte dos Noticiados, na condução da Operação Lava Jato”, diz o documento.