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Brasil

Bolsonaro sobre vacina: "A obrigatoriedade vira uma irresponsabilidade"

Presidente afirma que não pretende tomar o imunizante contra Covid-19 e frequentemente levanta possibilidade de eventuais efeitos colaterais

Repórter de Brasil15/01/2021 11:00, atualizado 15/01/2021 12:04
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Myke Sena/Especial para o Metrópoles
Bolsonaro sobre vacina: “A obrigatoriedade vira uma irresponsabilidade”

A apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, nesta sexta-feira (15/1), que não faz campanha contra a vacina da Covid-19, mas voltou a questionar a eficácia e afirmou que, no que depender dele, a aplicação do imunizante não será obrigatória.

Bolsonaro já afirmou reiteradas vezes que não pretende tomar a vacina. Frequentemente, o chefe do Executivo questiona a eficácia do imunizante e chama a atenção para eventuais efeitos colaterais. Em dezembro, chegou a ironizar sobre o assunto, ao dizer que quem tomasse a dose poderia virar jacaré.

“Não estou fazendo campanha contra a vacina. Agora, é uma vacina experimental. Então, a obrigatoriedade fica sendo uma irresponsabilidade”, disse o mandatário do país.

Dois imunizantes estão sendo analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — o da Astrazeneca, desenvolvido no Brasil pela Fiocruz em parceria com a Universidade de Oxford, e a Coronavac, produzida em São Paulo pelo Instituto Butantan em cooperação com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

A agência reguladora vai deliberar sobre os pedidos de uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 no próximo domingo (17/1).

Caso seja concedida a autorização de uso emergencial, os imunizantes estarão liberados para serem aplicados na população brasileira. Segundo o ministro da Saúde, o país estará pronto para começar a campanha de vacinação contra o novo coronavírus até quatro dias após ser dado sinal verde do órgão regulatório.

Campanha de vacinação

Está confirmada, para a próxima terça-feira (19/1), a apresentação do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19. Ainda sem horário definido, o evento simbólico será realizado no Palácio do Planalto, com a presença de governadores.

A ideia do governo é de que já na quarta-feira (20/1) a população comece a ser imunizada contra a doença. Está prevista a aplicação de 8 milhões de doses, ainda neste mês.

O chefe do Executivo voltou a dizer que, apesar de muitos países terem iniciado as campanhas de vacinação, a cobertura ainda é baixa.

“Vários países começaram a vacina, e o Brasil lá embaixo com um X vermelho, agora a média está abaixo de 2%”, pontuou o titular do Planalto.

A conversa de Bolsonaro com simpatizantes foi divulgada no YouTube por um canal alinhado ao presidente. O vídeo possui cortes e edições.

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