Bens do “Faraó dos Bitcoins” serão usados para ressarcir vítimas no RJ

Justiça determinou arresto dos bens de Glaidson Santos e de suas empresas, como a GAS Consultoria, para pagar investidores de criptomoedas

atualizado 22/03/2022 9:06

Glaidson Acacio e Mirelis ZerpaReprodução

Rio de Janeiro – A Justiça do Rio de Janeiro determinou o arresto de bens apreendidos pela em ação movida contra Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos bitcoins” e suas empresas, como a GAS Consultoria.

A decisão da 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio visa que os bens do ex-garçom sejam usados para ressarcir os investidores de criptomedas, que foram vítimas de golpes do “Faraó dos bitcoins”.

A ação foi proposta pela Associação Nacional Centro da Cidadania em Defesa do Consumidor e Trabalhador – Acecont, que atua em favor dos investidores de criptomoedas. As vítimas depositaram dinheiro nas contas bancárias dos réus com a promessa de que teriam um retorno mensal de 10% do valor investido.

“Concedo a tutela de urgência requerida, para determinar o arresto dos bens apreendidos no âmbito criminal, bem como o arresto online de toda e qualquer conta dos Réus, medida esta última que será efetuada pelo gabinete do juízo, até o limite do valor dado à causa, ou seja, até o suficiente para o pagamento do capital investido pelos associados lesados da Autora” , afirma a juíza Maria Cristina de Brito Lima no documento.

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Irregularidades

Segundo a magistrada, há indícios de irregularidade na atividade por parte ré. Na decisão, a juíza afirma que a devolução do capital investido deve ser feita aos investidores lesados com os bens do “Faraó dos Bitcoins”.

“Restam presentes os requisitos para medida cautelar pleiteada para garantir o resultado prático da presente ação com a devolução do capital investido, já que as operações da ré foram paralisadas e o capital investido não foi devolvido aos credores”.

A advogada Renata Mansur, uma das responsáveis pela ação contra a empresa GAS Consultoria, da qual o “Faraó dos Bitcoins” e sua mulher, Mirelis Yoseline Diaz Zerpa, eram sócios, comemora o primeiro resultado:

“Primeira grande vitória para os clientes da GAS. A juíza determinou que todos os valores apreendidos na esfera criminal sejam reservados para os associados e transferidos para a ação civil pública”, disse a defensora dos investidores.

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