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Brasil

"Faraó dos Bitcoins": associação pede R$ 17 bilhões à Justiça

Associação ligada à defesa do consumidor pediu que a G.A.S, empresa de Glaidson dos Santos, deposite R$ 17 bilhões para ex-clientes

03/03/2022 09:30, atualizado 03/03/2022 11:56
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faraó dos bitcoins

A empresa do “Faraó das Bitcoins” foi processada pela Associação ligada a defesa do consumidor. Eles pedem à justiça que a G.A.S, empresa de Glaidson dos Santos, deposite R$ 17 bilhões para ressarcir os ex-clientes. 

 A Associação Nacional Centro da Cidadania em Defesa do Consumidor e Trabalhador (Acecont), protocolou o pedido na última terça-feira (1/3) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O documento que o Metrópoles teve acesso, diz que  “os consumidores agonizam há seis meses passando
dificuldades financeiras! E a empresa alega não poder pagar por culpa do Judiciário”

A petição foi distribuída na 2ª Vara Empresarial da Capital, que ainda não analisou o pedido. Além do depósito bilionário solicitado no documento, os autores da ação também pedem que a advogada Mônica Lemos seja responsabilizada.

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Glaidson Santos e a esposa Mirelis Zerpa
Glaidson foi preso em operação da Polícia Federal
Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó das Bitcoins
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Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó das Bitcoins

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Glaidson Santos e a esposa Mirelis Zerpa
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Glaidson Santos e a esposa Mirelis Zerpa

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Glaidson foi preso em operação da Polícia Federal
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Glaidson foi preso em operação da Polícia Federal

Reprodução/TVGlobo

O documento diz que a advogada citada atua na defesa da mulher de Glaidson, que está foragida. Monica Lemos afirmou a ex-clientes que a G.A.S tem dinheiro suficiente para quitar as dívidas com eles. 

Prejuízos

A advogada Renata Mansur, uma das autoras da ação contra a G.A.S, explicou que os valores que a Justiça conseguiu bloquear, não cobrem os prejuízos dos clientes lesados.

“O valor que foi apreendido pela justiça , na vara criminal federal não é suficiente. Por isso entramos com essa ação judicial para que a empresa deposite o que deve em Juízo para pagar aos clientes. Esse é o pedido”, disse Renata Mansur ao Metrópoles.

A petição atribui também a Mônica Lemos um suposto crime de favorecimento e “crime contra as relações de consumo”, previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Segundo os autores da ação, a advogada e o marido dela, Samuel Lemos, tinham uma sociedade com a empresa Vicente Gadelha (um dos alvos da Operação Kryptos) numa empresa que movimentava o dinheiro da G.A.S.

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