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Brasil

Faraó dos Bitcoins não temia concorrentes e eliminava rivais, diz MPRJ

"Medo de ninguém", escreveu ex-garçom em conversa por aplicativo resgatada pela polícia e que consta de denúncia contra empresário

16/12/2021 10:17
Reprodução
faraó dos bitcoins

Rio de Janeiro – A denúncia contra o ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, acusado de mandar matar um concorrente, ressalta sua atuação violenta para “eliminar” rivais. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), ele é suspeito de planejar as mortes de pelo menos dois opositores.

Segundo a denúncia, conversas de Glaidson com seus funcionários resgatadas de seus celulares revelam ordens para subordinados neutralizarem outros empresários do ramo.

Em um desses diálogos, o Faraó demonstra irritação com o avanço da empresa Oregon, que fechou as portas no mês passado e tinha ligações com um bicheiro. “Medo de ninguém”, escreveu.

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Divulgação Polícia Federal do Rio de Janeiro

A empresa, de acordo com a conversa entre Glaidson e Thiago de Paula Reis, seria do “pessoal do Anísio”, uma referência ao bicheiro Aniz Abrahão David.

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“Não me interessa. Não tenho medo de ninguém. Estou avisando. Não tenho medo de ninguém”, disse o ex-garçom, ao ser informado pelo funcionário da possível ligação com o bicho.

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Ainda na conversa, Glaidson se mostra incomodado com o fato da empresa estar oferecendo 15% de retorno aos clientes e pede providências de Thiago. “Vamos jantar eles”, diz Thiago. “Não quero 15%. Eu estou avisando. Dá o papo reto”, responde Glaidson. No diálogo, o “faraó” ainda alerta: “Olha a violência da cidade. Vai aumentar, hein”.

Glaidson teve a prisão decretada pela Justiça, acusado da tentativa de morte de Nilson Alves da Silva, o Nilsinho, em 20 de março deste ano, em Cabo Frio. Em decorrência dos ferimentos, Nilsinho ficou cego e paraplégico.

Segundo a denúncia, “o crime só não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos agentes”, já que a arma falhou após o primeiro disparo e a vítima recebeu pronto atendimento médico. Além do Faraó, outras cinco pessoas foram denunciadas pelo crime.