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Brasil

Banco Mundial: efeito da pandemia em emprego no Brasil durará 9 anos

Prejuízo é maior para trabalhador com menor qualificação e informal. Empregados com ensino superior não devem ver mudança no salário

20/07/2021 13:48
Felipe Menezes/Metrópoles
carteira de trabalho

Um relatório elaborado pelo Banco Mundial afirma que os efeitos da pandemia sobre a economia podem durar por mais nove anos no Brasil. As áreas mais afetadas são os empregos e salários.

O estudo Emprego em crise: Trajetórias para melhores empregos na América Latina pós-Covid-19, publicado nesta terça-feira (20/7), diz que países da região tendem a demorar para se recuperarem quando há perda de emprego em crises econômicas.

“No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais e sofram apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise”, descreve o relatório.

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De acordo com o estudo, a razão para a crise perdurar é que a entrada de novos trabalhadores no mercado ocorrerá ainda em um momento de crise. E, com um início de carreira difícil, não conseguem se recuperar.

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Atualmente, há 14,8 milhões de pessoas sem trabalho no país. No ano passado, havia 3 milhões de pessoas em busca de emprego há pelo menos dois anos. Isso significa que, durante a pandemia, o grupo que faz parte desse recorte teve acréscimo de 412 mil profissionais, o que representa uma alta de 13,4%.

O efeito será maior para os trabalhadores menos qualificados, ou seja, sem ensino superior. Segundo o Banco Mundial, isso pode significar um aumento no desemprego e na formalidade, além de redução dos salários. Já trabalhadores com ensino superior não devem ter mudanças significativas nos salários.

O Banco Mundial recomenda, no relatório, que o Brasil promova modificações no seguro-emprego e foque em políticas de inclusão de trabalhadores informais no mercado de trabalho.