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Associação de procuradores ataca vazamentos: “Crime cibernético”

A Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) afirmou ver “indícios de adulteração” nos novos diálogos vazados por site

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1 de 1 Sergio-Moro1 - Foto: Michael Melo/Metrópoles
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) repudiou no fim da tarde deste sábado (29/06/2019) a divulgação de novas conversas entre o então juiz federal e hoje ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, e procuradores da força-tarefa da Lava Jato. As novas mensagens foram reveladas na madrugada de sábado pelo site The Intercept Brasil.
No início da noite, a associação divulgou nota em que manifesta “preocupação” com os vazamentos e afirma que as mensagens contidas na reportagem têm “indícios de terem sido adulteradas e de serem oriundas de crime cibernético”.
“A ANPR cumpre o dever de alertar a sociedade sobre a impossibilidade de considerar como verdadeiras essas mensagens que expõem procuradores da Republica a risco em sua incolumidade física e moral”, destaca trecho do comunicado.
A entidade declarou confiar na Polícia Federal, que está investigando a prática de crimes cibernéticos contra integrantes do Ministério Público Federal (MPF). “Aguardaremos, com serenidade, a conclusão das investigações para adotar as medidas judiciais cabíveis em defesa de nossos associados”, conclui o texto.
“Independência e autonomia”
A nota frisa: “A ANPR se manterá implacável na defesa das prerrogativas funcionais dos procuradores da República, garantidas pela Constituição para que eles possam defender, com independência e autonomia, a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis”.
Moro, rebateu neste sábado a divulgação das conversas e questinou sua veracidade. O ex-juiz da Lava Jato também apontou possíveis adulterações nas mensagens.

O ministro usou o Twitter para comentar o caso. “A matéria do site, se fosse verdadeira, não passaria de supostas fofocas de procuradores, a maioria de fora da Lava-Jato”, escreveu.

Segundo os diálogos, integrantes do Ministério Público Federal criticaram a atuação do então juiz e sua aproximação com o então presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Atribuídas também a integrantes da força-tarefa, as mensagens foram trocadas em grupos de conversa do aplicativo Telegram e mostram preocupação com um possível desgaste da imagem da operação com a ida do juiz para um cargo político.

A força-tarefa da Lava-Jato disse não ser possível atestar a veracidade das mensagens na íntegra, além de reafirmar que a operação se baseia em “provas robustas e denúncias consistentes”.

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