Deputado federal, Daniel Silveira se recusa a usar máscara

Após prisão, número de seguidores de Daniel Silveira aumenta 20%

O deputado federal Daniel Silveira também teve ganhos com a sua prisão, pelo menos na quantidade de pessoas que o seguem no Twitter

atualizado 17/02/2021 21:36

Deputado federal, Daniel Silveira se recusa a usar máscaraReprodução/Facebook

O número de seguidores do perfil oficial do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) no Twitter cresceu quase 20% depois que sua prisão foi decretada, na terça-feira (16/2), pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As informações sobre a quantidade de seguidores do parlamentar desde 4 de fevereiro estão disponíveis no Social Blade, site que monitora redes sociais. A consulta após a prisão foi feita às 17h de quarta-feira (17/2). Assim, é possível que os números tenham mudado desde então.

O perfil vinha crescendo pouco nas últimas semanas. Entre 4 de fevereiro e nas horas anteriores à prisão do parlamentar, ele conquistou apenas 844 novos seguidores – uma média de quase 65 por dia. Desde a noite de terça-feira, 21,4 mil pessoas passaram a acompanhar o perfil.

Entenda o caso

A prisão de Silveira foi decretada após ele ter publicado um vídeo difamando todos os membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na gravação, ele afirma que os 11 ministros do STF “não servem pra porra nenhuma pra esse país”. Além disso, ele também diz que os juízes “não têm caráter, nem escrúpulo nem moral” e deveriam ser destituídos para a nomeação de “onze novos ministros”.

Por causa disso, o ministro Alexandre Moraes decretou a prisão de Silveira, que foi realizada na noite de terça-feira (16/2). A partir daí, a repercussão em volta do caso só cresceu. O plenário do STF decidiu por 11 votos a zero manter a prisão de Silveira. A Câmara dos Deputados ainda não divulgou como encaminhará a questão.

Ainda na campanha para as eleições de 2018, Silveira chamou a atenção ao quebrar uma placa com o nome de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada nesse mesmo ano. Antes de ser parlamentar, ele era policial militar no Rio de Janeiro.

 

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