Eleição 2026

Após operações, prefeitos falam em perseguição para “tunar” campanhas

Nativos digitais e “outsiders” repercutem ações na Justiça em Mossoró, Manaus e Macapá à frente das eleições de 2026

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 triojpg - Foto: Metrópoles/ montagem

A poucos meses do início formal do período eleitoral, prefeitos que se tornaram alvos, diretos ou indiretos, de investigações na Justiça adotaram no discurso de “perseguição” na véspera das disputas aos governos estaduais como forma de alavancar as pré-campanhas.

O Metrópoles contabilizou ao menos três cidades em que chefes do Executivo adotaram a mesma estratégia e são pré-candidatos: Mossoró (RN), Macapá (AP) e Manaus (AM). O posicionamento é amplificado pela forte presença digital e pelo discurso de serem alvos por se tratarem de “outsiders” da política tradicional.

Mossoró

No fim de janeiro, a Polícia Federal cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em uma operação que mira desvios de emendas para a saúde no interior do Rio Grande do Norte, dentre os alvos estava o prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União Brasil). Bezerra formalizou o anúncio da sua pré-candidatura ao governo do estado cerca de 10 dias depois de ter sido alvo da Polícia Federal.

Após as buscas, Bezerra disse em publicação no Instagram, aos seus 360 mil seguidores, que estava “em paz” e insinuou ser alvo de perseguição política por estar à frente das pesquisas no RN.

“É um processo lá de 2023, só que agora, em janeiro de 2026, ano eleitoral, ano em que o nosso nome, de maneira espontânea pelo povo do Rio Grande do Norte, desponta em primeiríssimo lugar do governo do Estado, foi que o nosso nome foi citado e está havendo essa investigação e a presença da Polícia Federal em minha casa”, declarou.

Principais datas do período eleitoral 

  • Janela partidária: de 5 de março a 3 de abril;
  • Registro de estatutos, definição do domicílio eleitoral dos postulantes e descompatibilização: 4 de abril
  • Vedações nas emissoras: 30 de junho
  • Disponibilização do fundão eleitoral: 1º de junho
  • Início da propaganda eleitoral: 16 de agosto
  • Primeiro turno: 4 de outubro
  • Segundo turno: 25 de outubro

Manaus

A 4.380 quilômetros de distância, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), adotou uma postura semelhante. A pré-candidatura ao governo do Amazonas foi anunciada em 23 de fevereiro, dias depois da Polícia Civil prender uma ex-chefe de gabinete dele na operação contra o “núcleo político” do Comando Vermelho. 

Durante o lançamento da pré-campanha, o prefeito disse que foi “ameaçado” pelo senador, ex-aliado e pré-candidato ao governo do Amazonas Omar Aziz (PSD). Aliados de David Almeida, agora, acusa o adversário de ser o responsável pela prisão.

Nas redes sociais, ao anunciar sua entrada na corrida eleitoral pelo Palácio Rio Negro, Almeida disse que não vai se “render aos ataques dos poderosos” e que “muitas perseguições virão” aos seus 358 mil seguidores.

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Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró
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Prefeito de Macapá, Dr. Furlán foi afastado por decisão do STF
Prefeito de Manaus, David Almeida
Prefeito de Manaus David Almeida (Avante)
Prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra
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Prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra

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Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró
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Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró

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Prefeito de Macapá, Dr. Furlán foi afastado por decisão do STF
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Prefeito de Macapá, Dr. Furlán foi afastado por decisão do STF

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Prefeito de Manaus, David Almeida
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Prefeito de Manaus, David Almeida

Rodrigo Poncinelli
Prefeito de Manaus David Almeida (Avante)
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Prefeito de Manaus David Almeida (Avante)

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Macapá

Na última semana foi a vez do prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), formalizar a sua pré-candidatura ao governo do Amapá depois de se ver envolvido em polêmica. O chefe do Executivo foi afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Furlan, vice-prefeito Mario Neto também foi afastado na segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um fraude na licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na construção do Hospital Geral Municipal de Macapá.

Em publicação nas redes sociais, Furlan disse que a decisão judicial não vai “contra” ele, mas “contra a vontade do povo de Macapá”. Acrescentou em seguida a intenção de ser candidato ao governo do estado. “Diante disso, quero aqui reafirmar que sou pré-candidato ao governo do Amapá para construir um futuro melhor (…) conto com o apoio de todos.”

No dia seguinte, o então prefeito afastado se antecipou ao período de descompatibilização e renunciou ao cargo para concorrer contra o atual governador, Clécio Luís (União Brasil).

Em carta endereçada ao presidente da Câmara Municipal, Furlan disse que sua decisão “está pautada num anseio público, que vem sendo materializado em inúmeras pesquisas de intenção de voto, que anseiam a minha candidatura ao cargo de Governador do Estado do Amapá”.

Aliados do prefeito organizaram atos na capital contra a operação e o afastamento de Furlan. As manifestações também foram publicizadas pelo prefeito nas redes sociais.

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