
Mirelle PinheiroColunas

STF afasta prefeito de Macapá em operação da PF por fraude em hospital. Veja vídeo
Há indícios da atuação de um grupo formado por agentes públicos e empresários
atualizado
Compartilhar notícia

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quarta-feira (4/3), o afastamento do prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan (foto em destaque), conhecido como Dr. Furlan (MDB), e do vice-prefeito do município, no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal.
A decisão foi tomada pelo STF, porque a investigação envolve recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinadas à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá.
Além do afastamento do prefeito e do vice, o Supremo também autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). A Corte ainda determinou o afastamento de outros servidores públicos por 60 dias.
Suspeita de fraude
De acordo com a Polícia Federal, a operação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento de licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
O foco das apurações é o contrato relacionado ao projeto de engenharia e à execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.
Segundo os investigadores, o grupo teria manipulado o processo licitatório para favorecer empresas específicas e, posteriormente, desviar parte dos recursos públicos destinados à obra.
Primeira fase da operação
A primeira fase da Operação Paroxismo foi deflagrada em setembro de 2025, quando a Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão – 11 em Macapá e dois em Belém.
O contrato investigado havia sido firmado em maio de 2024 pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá e tinha valor estimado em R$ 69,3 milhões.
Na ocasião, o prefeito Dr. Furlan já havia sido citado entre os alvos da investigação.
Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de um complexo esquema de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal também apontou que o grupo utilizava entregas físicas de dinheiro e movimentações bancárias simuladas para disfarçar a origem dos recursos. Um dos investigados teria sacado cerca de R$ 9 milhões em espécie.
Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
