Após megaoperação, Zucco critica “omissão” do governo na segurança

Líder da oposição na Câmara faz coro às cobranças do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que disse estar “sozinho” no combate

atualizado

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Matheus Veloso/Metrópoles
Imagem colorida do Deputado federal Zucco
1 de 1 Imagem colorida do Deputado federal Zucco - Foto: Matheus Veloso/Metrópoles

Em meio à repercussão da megaoperação no Rio de Janeiro nesta terça-feira (28/10) para combater o Comando Vermelho, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, o deputado Luciano Zucco (PL-RS), criticou o que chamou de “omissão” do governo federal na área da segurança pública.

Em nota divulgada nesta tarde, Zucco também afirmou que o número de mortos na operação mais letal do Rio “escancara o tamanho do vácuo de comando” do Executivo federal frente à criminalidade.

“O Rio de Janeiro amanheceu em guerra. Uma operação policial que deixou dezenas de mortos e feridos, e um Estado inteiro em pânico, escancara o tamanho do vácuo de comando e da omissão do governo federal diante da violência que devasta a sociedade brasileira”, afirmou.

Zucco também fez coro às declarações do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), de que estaria atuando “sozinho” no estado. “Estamos sozinhos nessa luta hoje. É uma operação maior que a de 2010 e, infelizmente, desta vez, como ao longo deste mandato inteiro, não temos o auxílio de blindados nem agentes das forças federais de segurança e defesa”, reclamou Castro, em entrevista coletiva.

Na nota, o deputado reforçou que Castro teve pedidos de apoio negados pelo governo federal e disse que a tropa “foi sozinha – enfrentando drones com bombas barricadas e um arsenal de guerra em poder do crime organizado”.

“Vítima é o policial que tombou em combate. Vítima é o trabalhador que teve o ônibus incendiado. Vítima é o povo honesto, aprisionado pelo medo, abandonado por um governo que não tem coragem de enfrentar o crime”, acrescentou.

Até o momento, foram contabilizados 64 mortos na operação, dentre os quais dois civis e quatro policiais. Na nota de Zucco, ele afirma que a oposição “se solidariza com os policiais mortos e feridos, com suas famílias e com toda a população do Rio de Janeiro”.

Governo Lula responde

Depois das cobranças de Castro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública respondeu o governador em uma extensa nota na qual afirma atender aos pedidos do governo fluminense na área de segurança pública.

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem atendido, prontamente, a todos os pedidos do Governo do Estado do Rio de Janeiro para o emprego da Força Nacional no Estado, em apoio aos órgãos de segurança pública federal e estadual. Desde 2023, foram 11 solicitações de renovação da FNSP no território fluminense. Todas acatadas”, diz o texto.

A ministra das relações institucionais, Gleisi Hoffman, também se pronunciou, dizendo que o episódio violento desta terça-feira demonstra a necessidade do debate sobre a PEC da Segurança, maior aposta do governo federal para a área.

“Ficou mais uma vez evidente a necessidade de articulação entre forças de segurança no combate ao crime organizado.  E o fortalecimento da Polícia Federal e outras forças federais no planejamento e na execução das ações conjuntas, não apenas fornecendo armas, equipamentos e tropas para operações decididas isoladamente por governos locais”, afirmou.

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