Amazônia: veja a repercussão das queimadas nas mídias internacionais

Veículos como El País, The Guardian e The Washington Post citam nas matérias dados recentes do Inpe e falas do presidente Bolsonaro

atualizado 22/08/2019 18:23

DIDA SAMPAIO/AE

Mesmo que o fato seja concentrado no Brasil, o grande incêndio florestal registrado na Amazônia tem sido assunto das grandes mídias estrangeiras, como o francês El País, o britânico The Guardian e o norte-americano The Washington Post.

Os veículos internacionais citam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre os recentes dados do desmatamento. De 1º de janeiro até o último domingo, segundo dados do Inpe, foram registrados 71.497 focos em todo o país, alta de 82% em relação aos 39.194 focos registrados no mesmo período do ano passado.

Os jornais fazem um paralelo entre o aumento do desmatamento com as falas sobre a situação do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Em sua publicação, por exemplo, o The Guardian diz que “os ministros deixam claro que suas simpatias estão com os madeireiros, e não com os grupos indígenas que vivem na floresta”.

O Financial Times considera que Bolsonaro facilitou o “boom do desmatamento” e o El País que o “Brasil arde em um ritmo recorde”.

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Pelo mundo
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu, na sua conta do Twitter, que a cúpula do G7 discuta com urgência os incêndios na Amazônia. O encontro do grupo está previsto para este fim de semana.

Junto de uma imagem de um incêndio florestal, o presidente francês diz: “Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão de nosso planeta, que produz 20% de nosso oxigênio, arde em chamas. É uma crise internacional”.

Já o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declarou, também pelo Twitter, estar profundamente preocupado com os incêndios na Floresta Amazônica. Guterres reforçou que não podemos mais arcar com os danos causados a uma das maiores fontes de oxigênio e biodiversidade.

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