“Amazônia precisa ser protegida”, diz secretário-geral da ONU

De 1º de janeiro até o último domingo (18/08/2019), segundo dados do Inpe, foram registrados 71.497 focos de incêndio em todo o país

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atualizado 22/08/2019 17:21

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declarou, em sua conta do Twitter, estar profundamente preocupado com os incêndios na Floresta Amazônica. Guterres reforçou que não podemos mais arcar com os danos causados a uma das maiores fontes de oxigênio e biodiversidade.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa, também disse estar preocupada com os incêndios pelo mundo e cobrou ações urgentes. María Fernanda falou ainda que as florestas são cruciais para enfrentarmos as mudanças climáticas.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou, nesta quinta-feira (22/08/2019), comunicado de alerta para o impacto dos incêndios na mudança do clima e defendeu a utilização dos sistemas de monitoramento por satélite para orientar ações de combate a queimadas. O post inclui ainda um vídeo sobre a conscientização.

Últimos sete anos
De 1º de janeiro até o último domingo (18/08/2019), segundo dados do Inpe, foram registrados 71.497 focos em todo o país, alta de 82% em relação aos 39.194 focos registrados no mesmo período do ano passado. O recorde anterior era de 2016, com 66.622 registros no mesmo período. Amazonas observa uma alta de 147 % no número de focos, enquanto Rondônia apresenta aumento de 198%. O estado com maior número de focos é o Mato Grosso, com 13.641, 88% a mais que em 2018.

Não é de agora que o Fundo Amazônia financia ações de combate a incêndios. A carteira de projetos do programa já desembolsou, em seis projetos aprovados nos últimos sete anos, mais de R$ 77,386 milhões para bancar, exclusivamente, medidas de controle do fogo na região.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com sucessivos cortes de orçamento feitos pelo governo federal, também tem sido um órgão dependente do Fundo Amazônia. Em 2016, por exemplo, o Ibama precisou recorrer aos recursos para alugar helicópteros e até mesmo pagar o combustível de carros usados em ações de fiscalização. O instituto conseguiu firmar contrato de R$ 56,3 milhões com o fundo.

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