Amazônia: 51% dos brasileiros rejeitam conduta de Bolsonaro

Segundo o Datafolha, mais da metade dos entrevistados avalia que a gestão do presidente está sendo péssima e outros 21% acham regular

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 01/09/2019 16:10

Mais de metade da população brasileira avalia o desempenho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) como ruim ou péssimo, em relação ao combate das queimadas e desmatamento na Amazônia. É o que mostra pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo (01/09/2019).

Segundo os dados, 51% dos entrevistados acreditam que a gestão do presidente está sendo péssima e outros 21% acham regular. Somente 25% dos brasileiros consideram as iniciativas ótimas ou boas.

A discordância pode ser explicada pela inimizade que Bolsonaro tem criado com países europeus que ofereceram ajuda para reflorestar a região. Em meio a uma troca de farpas do presidente com os líderes da França e Alemanha, 75% dos brasileiros avaliam que o interesse estrangeiro na Amazônia é legítimo. Outros 19% concordam em parte e apenas 13% discordam totalmente.

Sobre o assunto, 66% dos entrevistados acreditam que o Brasil deveria aceitar dinheiro de outros países para auxiliar no controle da região.

Ajuda

Durante o encontro do G7, que ocorreu no final do mês passado, o grupo dos países mais ricos do mundo ofereceu uma ajuda de 20 milhões de euros ao Brasil para o reflorestamento da Amazônia. Porém, o gesto não foi de agrado do presidente. Inicialmente, o Palácio do Planalto disse que Bolsonaro negaria a quantia, mas voltou atrás e afirmou que o chefe do Executivo federal ainda avalia a questão.

O motivo da recusa do dinheiro seria o desentendimento com o presidente francês, Emmanuel Macron, e outros líderes europeus, que culparam Bolsonaro pelas queimadas na região. Em resposta aos comentários contra seu mandato, o chefe do Executivo federal disse que Macron trata o Brasil como “terra de ninguém” e que “disfarça” as suas intenções em relação à Amazônia.

Neste sábado (31/08/2019), Bolsonaro voltou a criticar a ajuda oferecida. Segundo o chefe do Executivo federal, aceitar o dinheiro é assumir que “não consegue lidar” com os problemas ambientais do Brasil.

“Esses 20 milhões de euros do G7, qual o custo? Se eu aceito, é como dizer que não consigo lidar com a Amazônia. O interesse deles não é ecológico,nos tratam ainda como uma semi-colônia”, insistiu o presidente.

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