Aluna queimada em explosão na escola passa por 1ª cirurgia de enxerto

Nas redes sociais, mãe de Annelise Lopes de Andrade comemorou resultado do primeiro procedimento após acidente em Anápolis (GO)

atualizado 13/01/2022 9:32

Diolange e a filha, Annelise Lopesa de Andrade, que recebeu enxerto de pele, em Goiânia, GoiásReprodução

Goiânia – Médicos realizaram a primeira cirurgia de enxerto de pele em uma estudante de 16 anos que teve 60% do corpo queimado durante experimento de química no colégio onde estudava, em Anápolis, a 55 km da capital goiana. Nas redes sociais, a mãe da adolescente Annelise Lopes de Andrade comemorou a evolução do estado de saúde da filha.

Diolange Lopes Carneiro fez a publicação nas redes sociais na quarta-feira (12/1), um dia depois do procedimento da filha. A estudante está internada em hospital em Goiânia há 44 dias, dos quais 24 foram na unidade de terapia intensiva (UTI).

“Ocorreu tudo bem ontem na primeira cirurgia de enxerto reparador de pele. Obrigada a todos que estão orando pela recuperação dela. Logo ela vai fazer as próximas [cirurgias] e logo estaremos em casa”, escreveu.

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Enxerto

De acordo com a mãe, os enxertos foram colocados nas coxas e no abdômen da adolescente. A estudante ainda será submetida a outras cirurgias para fazer o mesmo procedimento nas costas e nos braços. Ainda não há data prevista para serem realizados.

“Ela está evoluindo bem. O sentimento é de gratidão a Deus, pois a recuperação tem sido significativa”, afirmou a mãe. “Não tem sido fácil para mim, porém, seguimos firme e confiante em Deus”, ressaltou Diolange.

Annelise também está fazendo fisioterapia. Em um vídeo recente, ela aparece até dançando no corredor do hospital enquanto faz os exercícios.

Explosão

A estudante sofreu o acidente em 30 de novembro de 2021. Ela e mais três colegas se reuniram em uma sala do Colégio Heli Alves, em Anápolis, onde estuda, para fazer o experimento chamado de “fogo invisível“, segundo a mãe. A Polícia Civil de Goiás investiga o caso.

Coordenador do colégio, Marcos Gomes afirmou, à época do acidente, que os alunos do 2º ano do ensino médio estavam com aulas remotas e pediram para ir à escola para gravar o experimento de física e química.

Segundo ele, os estudantes foram autorizados a usar uma sala para gravação, mas, conforme acrescentou, não avisaram que usariam álcool e nenhum professor ou monitor acompanhava a situação.

“Eles disseram que iriam gravar uma apresentação, mas não explicaram o que iriam fazer. Eles disseram que colocaram fogo ao álcool, mas que acharam que não tinha pego. Por isso, foram colocar mais [álcool] e houve essa explosão”, disse Gomes.

Segundo o coordenador, Annelise foi a única que se machucou. Ele disse que funcionários da escola ouviram os gritos e levaram a estudante para o chuveiro até a chegada dos bombeiros.

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