Mãe diz que aluna queimada por "fogo invisível" tem crises de pânico
Estudante de 16 anos se recupera de graves ferimentos provocados por explosão em escola de Goiás. Para a mãe, houve negligência

Goiânia – A estudante Annelise Lopes Andrade, de 16 anos, vive uma rotina de luta para se recuperar dos graves ferimentos que sofreu durante um experimento com álcool dentro de sua escola. A mãe da aluna queimada defende que houve negligência do colégio ao permitir a atividade dos jovens sem supervisão de um adulto.
O acidente aconteceu em 30/11 na cidade de Anápolis (GO), a 60 quilômetros de Goiânia. Os estudantes queriam fazer uma experiência com o chamado “fogo invisível”, no qual as chamas não aparecem. Anne estava filmando a ação dos colegas, quando houve uma explosão.
A adolescente ficou 23 dias na UTI do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol), em Goiânia, e ainda continua internada, se recuperando. Ela está reaprendendo a falar, por conta de uma traqueostomia, e trata uma embolia pulmonar.
Medo de fogo
Todo o tratamento é acompanhado de perto pela mãe, Diolange Lopes Carneiro, que praticamente mora dentro do hospital com a filha.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Fico 24 horas aqui no Hugol. Não posso sair, porque ela tem crises de pânico, se sente só. Não pode ver fogo na TV que fica com medo”, relatou a mãe ao Metrópoles.

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No último 28/12, Diolange prestou depoimento na Polícia Civil, que investiga o caso. Ela reclamou da falta de fiscalização e da negligência da escola, ao permitir o experimento sem supervisão.
“Eu não sabia que a escola tinha autorizado a levar álcool. Acho que foi negligência por parte deles”, avaliou a mãe.
Anne continua seu tratamento e Diolange disse que fica feliz ao ver a evolução da filha, mas não se esquece da gravidade do que aconteceu. A adolescente teve cerca de 60% do corpo queimado.











