Aluna afirma que passou por revista íntima nua em colégio militar
"A gente tinha que tirar a roupa, abaixar cinco vezes", disse a estudante

Policiais do Colégio Militar João Augusto Perillo, na cidade de Goiás, são acusados de obrigarem alunos a ficarem nus em banheiros e fazerem revista íntima neles para verificar uma suspeita de que estariam envolvidos no tráfico.
A denúncia foi feita por uma das estudantes revistadas. “Me senti invadida”, afirmou ela. “Tinha uma policial no banheiro feminino e um policial no masculino. A gente tinha que tirar a roupa, abaixar cinco vezes. Eu mesmo sou uma das alunas que não quer ir para a escola pela vergonha que eu passei”, disse a aluna, sobre a revista que aconteceu na sexta-feira (18/10/2019).
A mãe dela afirmou que nem os pais nem o Conselho Tutelar foram acionados para participarem. “Eu não tenho nada a reclamar do ensino, mas essa conduta eu achei muito violenta com as crianças”, afirmou ao G1.
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Ver todasDe acordo com a reportagem, apenas uma turma, com quase 40 discentes, foi revistada. A direção teria justificado aos pais que receberam uma denúncia de que eles estariam envolvidos com o tráfico de drogas. Os familiares denunciaram o caso ao Conselho Tutelar, que encaminhou um relatório para o Ministério Público.
Agora, o órgão vai avaliar se houve quebra do Estatuto da Criança do Adolescentes (ECA). “Eles porem crianças e adolescentes em situação vexatória, de constrangimento, isso é crime”, disse o conselheiro Dionísio Teodoro dos Santos.
O Comando de Ensino da Polícia Militar afirmou que fará uma investigação antes de qualquer providência. A Secretaria Estadual da Educação garantiu ter sido informada e acionado a Superintendência Escolar para acompanhar o caso.



