Alcolumbre se irrita com vazamento de encontro com Messias
Presidente do Senado alega que notícia é uma tentativa de pressioná-lo a apoiar o indicado de Lula ao STF
atualizado
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou estar profundamente incomodado com o vazamento do encontro dele com Jorge Messias dias antes da sabatina do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU).
O senador amapaense disse a aliados ouvidos pelo Metrópoles que se trata de uma tentativa de pressioná-lo a se posicionar a favor da indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Como mostrado pelo Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, o encontro ocorreu na semana passada a convite de Cristiano Zanin, ministro do Supremo. Alcolumbre não teria sido informado de que o indicado estaria no mesmo evento.
Desde novembro, Messias tenta superar a rejeição de Alcolumbre, mas não foi recebido pelo presidente do Senado em seu gabinete. O encontro organizado por Zanin deu espaço para que Messias pleiteie o apoio do presidente do Senado e do entorno mais próximo do líder da Casa.
Na reunião, o AGU pediu o apoio do presidente do Senado à frente da sabatina, mas recebeu uma resposta meramente institucional de Alcolumbre, que alegou somente garantir um ambiente tranquilo para a votação.
O encontro foi, primeiro, noticiado pela Folha de São Paulo e confirmado pelo Metrópoles. Alcolumbre não esconde o incômodo ante a notícia para aliados.
Para o presidente do Senado, o destaque dado ao encontro passa a impressão de que o presidente do Senado deu um aceno ao indicado por Lula dias antes da sabatina.
Alcolumbre resiste ao nome de Messias, cuja indicação desencadeou uma crise na relação com o Palácio do Planalto.
O presidente do Senado pressionava para que o antecessor e aliado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), fosse o indicado por Lula para preencher a cadeira deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
