Adrilles Jorge, da Jovem Pan, faz gesto associado ao nazismo

Gesto é semelhante à variação do "sieg heil". Ex-BBB comentou a demissão de Monark do programa Flow Plodcast

atualizado 09/02/2022 10:28

Fotografia colorida de AdrillesReprodução

Após comentar a demissão de Bruno Aiub, o Monark, do Flow Podcast, por ter defendido a criação de um partido nazista, o ex-BBB e comentarista Adrilles Jorge (foto em destaque) fez um gesto que remete à saudação realizada pelo ditador alemão Adolf Hitler ao final do programa “Opinião”, na Jovem Pan News, nessa terça-feira (8/2).

Após ser interrompido pelo apresentador, Adrilles levantou a mão em riste e logo a abaixou. Em seguida, riu. O gesto é semelhante à variação do “sieg heil”, saudação nazista.

“O nazismo matou 6 milhões de judeus, o comunismo matou mais de 100 milhões de pessoas e hoje é visto aqui no Brasil como uma coisa livre, absolutamente liberada, com partidos normalizados”, disse o comentarista, antes de fazer o gesto.

Confira:

Em uma rede social, após o caso repercutir negativamente, Adrilles alegou ter apenas se despedido com “um tchau”.

“A insanidade dos canceladores ultrapassou o limite da loucura. Depois de um discurso meu veemente contra qualquer defesa de nazismo, um tchau é interpretado como uma saudação nazista. Nazista é a sanha canceladora que não enxerga o próprio senso assassino do ridículo”, escreveu o comentarista.

A Jovem Pan foi procurada para informar se tomará alguma medida prática contra Adrilles Jorge, mas não respondeu.

Em nota divulgada no Jornal da Manhã nesta quarta-feira (9/2), a rede destacou repudiar qualquer manifestação em defesa do nazismo e suas ideias. “Somos veementemente contra a perseguição a qualquer grupo por questões étnicas, religiosas, raciais ou sexuais”, afirmou o apresentador Thiago Uberraich.

“No exercício diário de informar e esclarecer a nossa audiência, prezamos pelo livre debate de ideias, mas não endossamos qualquer tipo de manifestação que leve ao discurso de ódio e reforça ideias que remetam ao episódio da nossa história que deve ser lembrado com um símbolo de um erro da humanidade que não deve jamais ser repetido. Os comentaristas têm independência para emitir opiniões, respeitando os limites da lei. Opiniões essas que não refletem posições do grupo Jovem Pan”, frisou o jornalista.

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