Abin paralela é “arapongagem ilícita” inaceitável, diz Cármen Lúcia

Ministra votou para condenar o ex-chefe da Abin, o deputado federal Alexandre Ramagem, por participação na trama golpista

atualizado

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STF - Julgamento de Bolsonaro hoje - Cármen Lúcia abre votação - Metrópoles
1 de 1 STF - Julgamento de Bolsonaro hoje - Cármen Lúcia abre votação - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia disse nesta quinta-feira (11/9) que a aparelhagem da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), no caso que ficou conhecida como “Abin paralela”, foi “uma arapongagem ilícita”. A fala ocorreu durante o voto para condenar o ex-chefe da agência e atual deputado federal Alexandre Ramagem no caso da trama golpista.

Nesta quinta-feira (11/9), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete réus na ação sobre a tentativa de golpe de Estado. O placar atual está em 3 a 1 pela condenação.

“É importante dizer: a chamada Abin paralela, que na verdade é uma arapongagem ilícita e não pode, em nenhum momento, ser aceitável em nenhum estado democrático”, ressaltou a ministra.

Cármen aceitou a denúncia da PGR na íntegra e votou por condenar os réus por organização criminosa armada; golpe de Estado; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União (exceto Alexandre Ramagem) e deterioração de patrimônio tombado (exceto Ramagem).

Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia votaram a favor da condenação de todos os acusados, enquanto Luiz Fux divergiu e absolveu a maior parte dos réus, incluindo o ex-presidente. Neste momento, vota o presidente da Primeira Turma, o ministro Cristiano Zanin.

Acompanhe o julgamento:

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