
Risco de atraso no contra-ataque: Lula preserva munição contra Flávio
Análise discute se esperar pelo segundo turno pode custar caro à campanha governista

O programa do Noblat avaliou os reflexos eleitorais da sessão conflagrada do Supremo Tribunal Federal e a movimentação de Lula para conter os danos políticos à sua campanha.
Diante da investida de Flávio Bolsonaro para colar sua imagem à de Alexandre de Moraes após o pedido de vista de Flávio Dino, o presidente foi a público defender apurações rigorosas sobre a rede de influência de Daniel Vorcaro, cobrou contenção institucional de Edson Fachin para não contaminar a disputa e colocou na mesa o debate sobre uma reforma estrutural no Poder Judiciário.
Na análise de Ricardo Noblat, a tentativa de empurrar o desfecho do caso para depois do pleito não impediu o desgaste: a crise da corte já contaminou o ambiente eleitoral e tem penalizado muito mais o governo federal, sobre o qual recai o peso do presidencialismo.
Com a campanha petista em marcha lenta e deixando de explorar as vulnerabilidades do clã Bolsonaro no caso Master, é de questionar o timing do uso de “munição” contra o adversário.
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