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Zema empurra com a barriga o aumento que prometeu aos policiais

Governador de Minas Gerais não quer abrir mão da sua política de austeridade fiscal

Ricardo Noblat04/03/2022 08:00, atualizado 04/03/2022 08:25
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Assembleia Legislativa de Minas Gerais/Divulgação
Romeu Zema - Metrópoles

Faça sua aposta. Quem ganhará a queda de braço em Minas Gerais – o governador Romeu Zema (Novo) ou os agentes de segurança do estado? Zema não quer dar o aumento de salário que havia prometido a eles; deu só um terço. Os policiais querem o resto.

O comprometimento da receita do estado com folha de pagamento caiu de 70% para 49% no atual mandato de Zema. O governo pretende retomar em breve a realização de concursos públicos. O povo pode ir mal, mas a economia começa a melhorar em Minas.

Austeridade fiscal e recuperação da capacidade de investimento do estado são bandeiras que Zema não quer baixar; são marcas de sua gestão, ativos a serem explorados durante a campanha à reeleição. Zema sente muito, mas os policiais terão de esperar.

O medo dele é que não esperem, entrem em greve, e a coisa fique ruim. Foi marcado para o próximo dia 9, em Belo Horizonte, mais um ato de protesto convocado por associações de policiais. O prefeito Alexandre Kalil (PSD) observa, interessado.

Kalil quer o apoio do PT para derrotar Zema em outubro. O PT quer o apoio do partido de Kalil, ou melhor, do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, para que Lula possa derrotar Bolsonaro. O apoio será dado, no primeiro ou no segundo turno.

Enquanto isso…