Só depende de Silvinei, ex-diretor da PRF, o tamanho de sua pena

Se delatar e for condenado, ficará preso por poucos anos

atualizado

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1 de 1 celular Fotos Silvinei Bolsonaro - Foto: Reprodução

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), mentiu muito, despudoradamente ao depor à CPMI do Golpe no Congresso. Bolsonaro, com razão, sentiu-se protegido por seu garoto de ouro, que por ele arriscou a carreira e foi obrigado a se aposentar antes do tempo. Agora está preso.

Entre as muitas mentiras que Silvinei contou a deputados federais e senadores, a mais cabeluda foi sobre pontos de fiscalização da PRF em 30 de outubro passado, dia do segundo turno da eleição. Silvinei disse que foram 694 pontos em todo o país. Fora33m 911, segundo levantamento da Controladoria-Geral da União.

No Nordeste, informou Silvinei, foram apenas 228. Não. Foram 290. Enquanto o Sudeste concentra 40% do eleitorado brasileiro e o Nordeste apenas 24%, o número de fiscalizações nas regiões foi inversamente proporcional. Ou seja: a fiscalização foi maior no Nordeste, região que no primeiro turno votou em massa em Lula.

Foi Anderson Torres, então ministro da Justiça, que no dia 19 de outubro passou para Silvinei o mapa da votação no primeiro turno. Município por município, quantos votos foram colhidos por Bolsonaro e Lula. No mesmo dia, Silvinei reuniu-se presencialmente em Brasília com a cúpula da PRF de todo o país.

Ao todo, 47 pessoas, sem celulares e relógios. Não teve ata. Silvinei disse que a PRF precisava adotar um lado no segundo turno. Então começou a ser planejada a operação para reduzir a vantagem de Lula no Nordeste. Ali, foram parados 324 ônibus no dia 30 de outubro; no Sudeste, apenas 79.

Nesse dia, alertado para o que acontecia, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, convocou Silvinei ao seu gabinete. Ameaçou prendê-lo se a operação para derrotar Lula não fosse suspensa. Silvinei, visivelmente nervoso, compareceu cercado de quatro policiais com as armas à mostra.

De lá, Silvinei foi para o Palácio da Alvorada, aonde chegou por volta das 16h30m. Anderson Torres já o aguardava. Só a Polícia Federal sabe, mas por ora não conta, se os dois se reuniram com Bolsonaro. A Silvinei, preso desde ontem, será dada a chance de delatar para não ser condenado a uma pena maior.

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