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Para acalmar bolsonaristas, CPI da Covid-19 ouvirá governadores

Decisão tomada pela maioria dos membros da comissão deverá ser aprovada, hoje, em mais uma sessão de depoimentos

25/05/2021 09:00
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Omar Aziz e Randolfe Rodrigues falam com a imprensa após o fim da segunda reunião da CPI da Covid 1

Foi uma decisão tomada com dois objetivos por senadores reunidos ontem à noite (24/5), em Brasília, no apartamento de Omar Aziz (PSD-AM): o primeiro, acalmar a bancada governista; o segundo, começar a construir as bases que justifiquem o aumento do prazo de funcionamento da comissão.

Assim, a CPI da Covid-19 deverá aprovar, hoje, a convocação para depor de nove governadores e de 12 prefeitos e ex-prefeitos de capitais. Os governadores, a saber: do Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.

Qual foi o critério de seleção? Segundo Aziz, que preside a CPI, “estados e capitais onde a Polícia Federal investiga suspeita de desvio de recursos de combate à Covid.” Se antes a CPI não se esgotaria no prazo de 90 dias, muito menos depois de ampliar a lista de futuros interrogados.

Não era a ideia inicial, embora a decisão do Supremo Tribunal Federal que garantiu sua instalação tenha deixado aberta a possibilidade de a CPI apurar a suspeita de mau uso por governadores do dinheiro repassado pelo governo federal. Mas faz sentido. Bolsonaro não ficou inteiramente satisfeito.

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Não gostou de ver na lista os governadores do Amazonas, Rondônia, Roraima, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal, seus amigos e dóceis aliados. E sentiu falta na lista do governador de Alagoas, filho do senador Renan Calheiros (MDB), relator da CPI e seu mais duro crítico.