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O vento sopra para Lula e um vídeo assombra a candidatura de Flávio

Feliz de quem pode escolher seu adversário e acerta ao fazê-lo

20/07/2026 04:30
Arte Metrópoles
Imagem colorida mostra Lula e Flávio - Metrópoles

Embora só tenha confessado a poucos amigos, Lula acha que poderá se eleger no primeiro turno e trabalha intensamente para isso. Seria algo inédito em sua história e um fecho de ouro para sua biografia.

Na primeira eleição presidencial que disputou, em 1989, acabou sendo derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello, hoje condenado por corrupção e em prisão domiciliar em Maceió. Na segunda (1994) e na terceira (1998), perdeu para Fernando Henrique Cardoso em turno único. Das vezes em que se elegeu (2002, 2006 e 2022), o sucesso só veio no segundo turno.

A velha guarda do PT não acredita que Lula se elegerá no primeiro turno. A nova guarda e os aliados de ocasião acreditam que sim. Em um eventual segundo turno, contudo, a direita deverá se unir contra ele.

Na eleição passada, Lula escolheu Jair Bolsonaro como adversário, desprezando os outros. Feliz de quem pode escolher seu oponente preferencial e acerta ao fazê-lo, embora, por pouco, Bolsonaro não tenha se elegido.

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Ninguém mais do que Lula torce para que a candidatura de Flávio vá até o fim e sem definhar, a ponto de ser ultrapassada por qualquer uma das outras que, por ora, não a ameaçam e apenas patinam. Lula respirou aliviado quando Jair, no Natal de 2025, anunciou em carta que Flávio o substituiria como candidato e herdeiro de seus votos. Enfrentar Tarcísio de Freitas seria mais difícil.

Enfrentar Michelle, a ex-primeira-dama, também seria. Mas Jair, além de abertamente misógino, não confia nela. Confiáveis são os filhos. Flávio é o “Zero Um”, daí sua preferência por ele. De resto, Eduardo, o “Zero Três”, migrara para os Estados Unidos a pretexto de convencer Donald Trump a tentar salvar seu pai da condenação. Já para Carlos, o “Zero Dois”, a política não é sua praia.

No modo de Lula ver as coisas, os ventos sopram a seu favor. Em São Paulo, Fernando Haddad poderá superar o desempenho que teve há quatro anos como candidato ao governo estadual. No Rio de Janeiro, com a ajuda de Eduardo Paes — líder de todas as pesquisas de intenção de voto até aqui para governador —, Lula considera que poderá bater Flávio com razoável folga.

Em Minas Gerais, o terceiro maior colégio eleitoral do país, será Lula quem empurrará para o alto Patrus Ananias, seu ex-ministro, e não o contrário. Ali, a montagem do palanque de Flávio segue complicada.

Quanto a participar de debates no rádio e na televisão com os demais candidatos, Lula ainda não decidiu. Todos irão para cima dele. No primeiro turno da eleição de 2006, por exemplo, ele não foi a nenhum. Talvez vá ao da Rede Bandeirantes de Televisão, marcado para 16 de agosto, por ser o primeiro. E certamente irá ao último, no dia 1º de outubro, promovido pela Rede Globo, que detém a maior audiência.

Por fim, está para vir à luz a qualquer momento um vídeo que causará sérios embaraços para a candidatura de Flávio. Se dependesse de Lula, a gravação não surgiria tão cedo.

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