HÁ VINTE ANOS – Um duvidoso tsunami chamado Roberto Jefferson
Para o leitor Bruno Covolan
atualizado
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Você deve ter lido sobre o tsunami que no final do ano passado matou milhares de pessoas na Ásia e África. Antes das ondas gigantes despencarem, o mar recuou e as praias ficaram enormes. Foi como se o mar tivesse secado de repente.
Brasília secou neste fim de semana (na verdade, costuma se esvaziar todo fim de semana). Parece que à espera do tsunami chamado Roberto Jefferson, o delator do mensalão do PT.
Se você quer saber mesmo o que penso a respeito, Covalan, acho que não haverá tsunami. Jefferson repetirá diante do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados o que disse em entrevista à Folha de S. Paulo.
Talvez conte algumas historinhas novas para animar os jornalistas, evitar manchetes do tipo “Jefferson depõe e não apresenta provas”, e deixar todo mundo aflito à espera do depoimento dele na CPI dos Correios. Aí, sim, imagino que ele contará tudo que sabe.
Jefferson é advogado criminalista, e bom advogado. E todo advogado criminalista guarda para o fim de sua exposição os melhores argumentos. Ele fará isso. Pode acreditar.
(Publicado aqui em 23 de agosto de 2005)


