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Família de Fabrício Queiroz é contra a candidatura dele a deputado

O operador da rachadinha da primeira família presidencial do Brasil quer uma vaga na Câmara para defender Bolsonaro

atualizado 18/01/2022 10:24

Reprodução

Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, o operador do esquema de rachadinha da família Bolsonaro na época em que Flávio, o Zero Um, era deputado estadual no Rio, é contra a candidatura do marido a deputado federal ou a qualquer coisa.

Ela acha que o marido terá dificuldades para se eleger e, se não bastasse, não contaria com o apoio decisivo do presidente Jair Bolsonaro. Não é só Márcia que pensa assim. Uma das filhas de Queiroz, Evelyn, também é contra.

Além de não gostar de política, ela já provou na pele os efeitos de ser filha de quem é. Foi nomeada em 12 de abril do ano passado para trabalhar na secretaria estadual da Casa Civil do governo do Rio, e desligada do cargo, sem explicação, dois dias depois.

Márcia já foi presa uma vez por causa do marido. Se ele tivesse ouvido seu conselho, não teria aceitado se esconder na casa que lhe ofereceu, no interior de São Paulo, Frederick Wassef, advogado do clã Bolsonaro. Queiroz acabou sendo preso meses mais tarde.

É Queiroz que gosta de política. Quando Bolsonaro se elegeu presidente, ele imaginou que poderia transferir-se para Brasília e ali, quem sabe, ficar próximo dele, talvez empregado no gabinete de algum aliado do governo no Congresso. Bolsonaro não quis.

É verdade que, a distância, a primeira família presidencial do Brasil faz tudo o que pode para ajudar Queiroz a escapar das garras da justiça. Afinal, não quer vê-lo tentado a abrir o bico para contar o que sabe sobre desvio de recursos públicos.

Os Bolsonaros têm um candidato a deputado federal pelo Rio, o ex-sargento do Batalhão de Operações Policiais Especiais Max Guilherme Machado de Moura, assessor especial da presidência da República. Foi Queiroz quem o apresentou a Bolsonaro.

Mas Queiroz, por enquanto, não desiste do seu sonho. Ambiciona uma cadeira na Câmara não por interesse pessoal, como diz, mas “pelo Brasil e pelo presidente”. Seu desejo: “Abraçar a bandeira dele, ser defensor dele lá. Porque ele só apanha”. É justo.

Por fim: “Sou fã incondicional. Eu o vejo [Bolsonaro] como o maior patriota brasileiro. O homem não tem ganância de nada”.

Convenhamos: isso é controverso.

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